Olá malfeitores, combatentes do crime e atendentes de telemarketing profissionais.

Cá estou eu com mais um post da série Personagem e, como tem sido comum nos últimos posts, este personagem também é de um dos jogadores que estão jogando uma das minhas campanhas.

Desta vez os créditos pelo personagem vão para @brunokita.

Fiquem agora com a personagem!

Schala
Caótica Bondosa Meia-Elfa Guerreira de Namalkah

Filha dos lendários guerreiros Kÿllîkå (meio-elfa guerreira nascida em Vectora) e Parn (humano guerreiro cujo cavalo nascera em Namalkah e fora lhe dado pelo próprio Rei de Namalkah como prêmio por sua coragem e lealdade), Schala nasceu em Namalkah pouco tempo depois de seus pais retornaram de uma grande aventura e estabeleceram laços de amizade com os moradores desse reino, o que fora fácil, visto que Parn cavalgava um cavalo Namalkah dado-lhe pelo próprio rei.

Aos seis anos, como é costume em Namalkah, Schala ganhou Valente, seu fiel cavalo e mais querido amigo. Desde muito pequena seus pais já lhe ensinavam a cavalgar e as artes do combate. Com sua habilidade nata no manuseio da lança, Schala sempre se destacou em todos os torneios e justa em que participou. Das vezes em que viajava para Valkaria com seus pais, a jovem meio-elfa sempre admirou os gladiadores. Possuía uma admiração ainda maior por Loriane, a mais bela e habilidosa gladiadora da Arena imperial de Valkaria, que com uma única mão era capaz de empunhar uma lança e derrubava enormes oponentes com facilidade.

Certo dia, quando retornavam de mais uma viagem à Valkaria, terríveis seres cercaram a carruagem onde estavam Schala e seus pais. Esses seres cheiravam à putridão e enxofre, emanavam uma área maligna e falavam uma língua muito estranha e desconhecida. Estavam fortemente armados com as mais diversas e macabras armas e armaduras e aparentavam estar ali para capturar Parn, o pai de Schala.

Num primeiro momento os seres malignos atacaram e destruíram a carruagem, porém graças às habilidades afiadas de Kÿllîkå e Parn, Schala e seus pais conseguem sobreviver a esta primeira investida. Visto que a única maneira de escaparem com vida seria lutando, a família resolve combater os seres malignos. No entanto, os seres eram muito mais fortes e números do que Schala e seus pais e, após uma difícil e demorada batalha, os três se vêem exaustos e resolvem tentar uma fuga, porém sem sucesso.

Os seres malignos conseguem cercá-los novamente e conjuram uma poderosa magia que aprisiona Parn em uma espécie de jaula mágica. Feito isso os seres abrem um enorme portal vermelho com detalhes cadavéricos e que exalava uma inebriante fumaça cinzenta. Tal portal atraía a jaula de Parn para seu interior. Desesperada para salvar seu marido, Kÿllîkå salta em direção do portal e é tragada para dentro, juntamente com os seres demoníacos e Parn.

Após presenciar todos esses fatos, Schala se vê sozinha no meio da floresta. Anoiteceu e uma violenta chuva começou a cair. Ainda de joelhos e atônita com toda a situação, a jovem meia-elfa é atacada de súbito por um urso gigante, no entanto, numa fração de segundos o urso é atingido por uma veloz lamina que despeja uma rajada de trovões sobre o animal. A origem do poderoso golpe era uma guerreira que estava há alguns metros do Schala e, montada sobre um imponente cavalo marrom-caramelo, que havia sido atraído pelo cheiro e pelo barulho das criaturas malignas. Seu nome era Angeline, líder do primeiro batalhão de cavaleiros de Namalkah.

Após contar todos os acontecimentos durante o caminho de volta a Namalkah para Angeline, esta aconselha Schala a permanecer no reino enquanto os cavaleiros de Namalkah investigavam o caso. No entanto, Schala se recusa e decide seguir os cavaleiros, uma vez que ela queria ajudar a encontrar e salvar seus amados pais. Angeline, mesmo entendendo a motivação de Schala, impede que a jovem saia do reino.

Certa noite, Schala consegue despistar os guardas responsáveis por sua segurança e foge de Namalkah. Ela assobiou com os dois dedos para que seu fiel cavalo branco, Valente, surgisse do meio da floresta e, montada sobre seu cavalo e empunhando uma lança com uma pequena trouxa às costas, Schala parte em uma jornada buscando encontrar e salvar seus pais dos misteriosos e malignos seres.

Dicas de Role Play: Apesar das sombrias motivações por trás de sua jornada pelo mundo, Schala é uma pessoa animada e que sempre tenta ajudar a todos da melhor maneira possível. A única coisa que pode realmente ofender Schala é alguém falar mal ou tratar mal seu ou qualquer outro cavalo. Para isso, não tem perdão!

Ficha de Personagem: PDF

Yo! terebi no mae no minna!

Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da Lua, onde tuuuuudo pode acontecer. E de fato acontece.

Eu revisei as fichas dos jogadores do RPG de Leme (intitulado "Valkária, o recomeço") caçando e corrigindo erros ou incoerências e vou disponibilizá-las aqui para download com as devidas correções feitas e comentadas. Em nossa próxima sessão vamos utilizar as fichas corrigidas =D.

Arthur Seludiam (Ficha Corrigida 16/03/2)

O personagem estava com feats a menos (eu escolhi alguns para montar a ficha, mas eles podem ser modificados). Alguns campos desatualizados também fora, corrigidos. Eu também dei uma olhada nas magias de nível 3 e sugeri duas que eu achei muito legais.

Brutos Magnus (Ficha Corrigida 16/03/2)

Alguns habilidades ganhas pelos níveis de Guerreiro não estavam computadas na ficha, além disso tinha um ou outro campo desatualizado. Descobri também que o escudo de Corpo não pode ser usado para dar "bash", mas pode ser usado para fornecer cobertura.

Gwyn (Ficha Corrigida 16/03/2)

Só atualizei os bônus de ataque das armas, pois não estava sendo considerado o bônus de encantamento das armas nas jogadas de ataque e de dano.

Morlock (?) (Ficha Corrigida 16/03/2)

As habilidades ganhas como guerreiro não estavam computadas. Além disso eu corrigi os bônus de escudo que eu erroneamente tinha dito que davam bônus dobrado e removi a última feat que o personagem havia comprado (Especialização em Armas) pois o personagem não ganha nenhuma feat no nível 6 (porém ganha DUAS no nível 7).

Nina (Ficha Corrigida 16/03/2)

Tinha alguns valores errados em alguns campos (provavelmente decorrentes da presa em fazer o personagem). Além disso dei uma detalhada e caprichada maior no tigre. E também adicionei as magias de Ranger, pois o personagem ainda ganha magias sim.


Tabela Comparativa dos Personagens:

Arthur

Brutos

Gwyn

Morluck

Nina

PVs:

37

79

40

67

54

CA:

18

30

20

23

22

Fort:

+3

+10

+3

+6

+6

Ref:

+6

+5

+3

+6

+10

Vont:

+7

+4

+10

+3

+5

Armas:

Arco Longo +1

Machado Anão +1

Espada Longa Flamejante +1

Espada Bastarda +1

Arco Longo Composto +1

Ataques:

+8

+11/+6

+9

+12

+14/+12/+9

Dano:

1d8+1

1d10+5

1d8+3+1d6

1d10+6

1d8+4

CMB:

+3

+9

+6

+9

+8

CMD:

+17

+22

+17

+22

+23

Magias:

4 / 5 / 4 / 3

---------------

4 / 5 /4 / 3

-----------------

0 / 2



Personagens Jogadores:

Shala – Meia Elfa Guerreira de Namalkah
Em cima de seu fiel cavalo, Shala é terrível e implacável contra seus inimigos e mesmo quando não pode utilizá-lo é uma hábil guerreira com sua lança afiada e sua armadura pesada.

Reiny – Elfo Ladino de Malpetrim
Evasivo e sorrateiro como um felino e certeiro como uma flecha bem afiada, Reiny é capaz de passar despercebidos pela maioria dos inimigos e realizar proezas incríveis como espião.

Arcturus – Humano Feiticeiro Abissal de Malpetrim
Com uma aptidão natural para magias devido ao sangue demoníaco que correm em suas veias, Arcturus é capaz de realizar incríveis proezas e destruição em massa ao estalar dos dedos.

“Collen” – Humano Guerreiro de Collen
Abençoado com os olhos especiais dos nascidos em Collen, é capaz de realizar uma série de ataques poderosos com suas duas espadas curtas, sendo um oponente terrível em um duelo.

NPCs Importantes:

Luna – Clériga de Lena
Viaja junto com os personagens desde que o vilarejo onde crescera e fora treinada para se tornar clériga de Lena foi destruído pelo poderoso vampiro Lord Teverius.

Sandrabbri – Clériga de Lena Master
Líder da ordem de Lena de cidade de Malpetrim, pedira aos personagens para expulsar os mortos vivos que atacaram um templo de Lena. Atualmente é membro do conselho da resistência de Malpetrim.

Sir Kato Godofredo Greenhill – Cavaleiro da Luz
Foi adversário dos personagens no torneio de justa da grande feira de Malpetrim e os ajudou a expulsar os minotauros no primeiro ataque a Malpetrim. Atualmente é membro do conselho da resistência de Malpetrim.

Mascara de Keen – Clérigo de Keen
Um veterano de guerra do exercito de Yuden que estava de passagem por Malpetrim durante o ataque de Tapista. Atualmente é o líder do conselho de resistência e Malpetrim.

Bettinienor – Elfo Arqueiro
Antigo conhecido de Reiny, Bettinienor é um orgulhoso e habilidoso arqueiro campeão por 3 anos consecutivos do torneio de arquearia da Grande Feira de Malpetrim. Atualmente é membro do conselho da resistência de Malpetrim, mesmo que aparente ter segundas intenções.

Zorzoarius – Minotauro Guerreiro
Um minotauro que estava na cidade de Malpetrim durante o ataque de Tapista. Ele aparentemente não sabia nada sobre o ataque e inclusive ajudou os personagens a proteger a cidade. Atualmente é membro do conselho da resistência de Malpetrim.

Bob – Baloeiro Goblin
Um baloeiro goblin que trabalha em Malpetrim levando aventureiros para suas missões. Uma vez levou os personagens até um vilarejo infestado de mortos vivos.

Lord Teverius – Vampiro clérigo de Tenebra
Vampiro clérigo de Tenebra que possuí um ódio terrível pela ordem de Lena por terem curado um bandido responsável por matar sua família. Vendeu sua alma a Tenebra para obter poderes para vingar sua família.

Gyoratan – Ferreiro Humano
Ferreiro em Malpetrim que é grato aos personagens por eles terem trazido noticias sobre seu parente morto. Atualmente é o responsável por consertar e fornecer armas para a resistência de Malpetrim.

Sabrina – Pirata Humana
Pirata que levou os personagens até o conselho de Querina para que pudessem pedir ajuda aos piratas. Possui um ódio terrível pelos minotauros pois estes escravizaram sua irmã mais nova. Atualmente é a representante dos piratas no conselho da Resistência de Malpetrim.

Zarpi – Homem Velho Ex-Pirata
Um velho habitante de Malpetrim ex-pirata que sugeriu aos personagens pedir ajuda aos piratas de Quelina e os levou até lá pela primeira vez.

Até agora:

Malpetrim, assim como várias outras cidades de Petrynia e de outros reinos, foi atacada pela marinha de Tapista durante o meio da noite. Os personagens, com a ajuda de vários outros NPCs aventureiros que estavam em Malpetrim no momento do ataque, conseguiram ressachar o ataque. Temendo uma retaliação por mar da poderosa marinha de Tapista, os personagens deixam o comando da resistência da cidade a cargo de Mascara, um clérigo de Keen que ajudou na luta dos minotauros, e partem para as Ilhas Piratas em busca de auxílio.

Depois de alguns contratempos na ilhas, os personagens finalmente conseguem reportar a situação de Petrynia ao conselho de Quelina (o Reino dos Piratas) e estes concordam em ajudar os personagens a proteger as águas de Malpetrim se estes recuperassem a coroa do Rei dos Piratas de uma ilha assombrada. Os personagens aceitam a proposta e após uma série de desafios e batalhas conseguem recuperar a coroa e conquistar a ajuda e respeito dos piratas.

Na viagem de volta para Malpetrim, os personagens são surpreendidos por uma grande frota de navios de guerra minotauros liderados por um terrível encouraçado que nenhuma arma ou magia dominada pelos piratas era capaz de deter. Os personagens então entram no encouraçado e após enfrentarem a tripulação de minotauros e elfos (que estavam trabalhando para os minotauros) conseguem afundar a embarcação enquanto os piratas destruíram boa parte da frota de Tapista que se viu obrigada a recuar.

De volta a Malpetrim, agora com suas costas seguras graças à proteção dos piratas, os personagens descobrem que uma legião inteira de minotauros (cerca de 1000 minotauros) havia chegado por terra e cercado a cidade.

Sessão I

1- O conselho de Malpetrim

Mesma cercada, Malpetrim ainda conseguia resistir as investidas dos minotauros graças às armas de fogo e a muralha levantada pela resistência nos últimos dias. Os minotauros não tinham força para invadir a cidade e nem capacidade para sitiar a cidade. Estavam apenas acampando ao lado da cidade, esperando o momento certo para atacar e impedindo a entrada e saída de pessoas e suprimentos na cidade.

Mesmo sendo capaz de impedir que os minotauros chegassem à cidade, a resistência de Malpetrim não era numerosa o bastante para expulsar os minotauros, que em campo aberto teriam uma enorme vantagem em batalha. O conselho da resistência composto pelos personagens e pelos NPCs mais importantes da resistência: Sandrabbi, Mascara, Sir Kato, Zorzoarius, Bettinienor e Sabrina, se reuniriam para decidir sobre a melhor estratégia a ser adotada para afastar os minotauros e manter a cidade segura. Sir Kato propôs chamar os Cavaleiros de Khalmyr para ajudar a expulsar os minotauros, Bettinienor sugeriu ir até outros reinos em busca de ajuda, porém Sabrina disse que o mais importante era renovar o carregamento de pólvora para que se fosse possível defender a cidade por mais tempo, sendo necessário para isso encontrar a secreta cidade de SmokeStone (a maior produtora de Pedra Fumaça de todo o mundo conhecido).

Os personagens resolveram ir até SmokeStone inicialmente para conseguir mais pólvora. Mascara os alertou para ir rapidamente, pois a pólvora da cidade iria durar apenas mais duas ou três semanas. Como não sabiam onde encontrar SmokeStone, Sabrina lhes contou de um homem chamado Galbatrox que era um antigo morador (expulso!) da cidade que poderia lhes contar como chegar lá. Sabrina também marcou em seus mapas onde ficava a fazenda deste homem (que ficava nas florestas próximas a Malpetrim).

Para poder sair da cidade sem ter que enfrentar toda a legião de minotauros existente, os personagens pensaram em pegar o balão de Bob, porém o balão estava quebrado e como não havia matéria prima suficiente (couro de urso) para consertar o balão, ele estava impossibilitado de levantar vôo. Os personagens então resolveram pegar um antigo túnel que ia da cidade até as florestas aos arredores, o que seria bom, uma vez que não despertariam suspeita das tropas de Tapista.

2- Os tuneis abandonados

Os tuneis eram escuros e cheios de monstros de diversos tipos. Além disso, possuía uma estrutura totalmente labiríntica cheia de passagens secretas que e salas com várias opções de entradas e saídas o que confundia os personagens.

Na primeira sala que encontraram, os personagens se depararam com dois Wyverns. A batalha foi relativamente fácil, com Collen reduzindo drasticamente a vida dos monstros com seguidos ataques de suas duas espadas, Shalla causando grandes estragos com sua poderosa lança, Reiny atirando flechas certeiras nas cabeças dos Wyverns e Luna curando todos os ferimentos que os monstros causassem a seus companheiros.

Reiny encontrou uma porta secreta nesta sala, e os personagens seguiram por ela encontrando uma outra sala que estava infestada de morcegos gigantes. As criaturas atacaram impiedosamente os personagens, mas estes derrotaram os monstros sem muita dificuldade. Reiny novamente encontrou uma passagem secreta na porta, mas os personagens decidiram seguir por outro dos caminhos disponíveis naquela sala.

O caminho que escolheram logo se revelou desagradável graças a um terrível odor de fezes que a sala localizada ao final deste corredor exalava. Os personagens resolvem voltar e tentar um outro caminho menos nojento. Neste novo caminho os personagens se deparam com um Cockatrice muito maior que o normal. Depois de uma batalha difícil onde Collen quase foi petrificado pela criatura, os personagens conseguem derrotar o Cockatrice. Ao examinar a sala, os personagens encontram um anão e elfo petrificados (provavelmente pelo Cockatrice).

Luna com seus poderes de cura foi capaz apenas de reverter a petrificação de uma das estatuas, trazendo de volta o Elfo. O elfo, de nome Gatioren, perguntou a data aos personagens e descobriu que já estava petrificado a mais de 250 anos, não sabendo de nada sobre como o mundo estava (nem sobre a queda de Lenórien). Ele pediu para os personagens curarem seu amigo anão, mas Luna só poderia fazer isto no dia seguinte, pois havia esgotado suas habilidades de remover petrificação. Gatioren então resolveu esperar naquele local protegendo a estatua de seu amigo enquanto os personagens continuaram explorando os tuneis.

Escolhendo um dos caminhos daquela sala, as narinas dos personagens já anunciavam que eles estavam voltando para a sala das fezes. Desta vez, utilizando um item mágico que eles haviam encontrado durante a exploração da caverna, Shalla criou um servo invisível para ir até a sala das fezes e descobrir o que existia nela. Este servo invisível, além de relatar o óbvio de que a sala estava cheia de fezes de todos os tipos, disse que existia um baú fechado no meio da sala. Collen tenta ir até a sala pegar o baú mas acaba passando mal devido ao terrível odor do local. Shalla também tenta e é melhor sucedida, conseguindo ir até a sala, pegar o baú e voltar até onde estavam os personagens. Reiny abre o baú e os personagens encontram uma pedra preciosa valiosíssima lá dentro.

Continuando a exploração, os personagens retrocederam até a sala onde haviam encontrado a segunda passagem secreta e de lá partiram para outro dos corredores disponíveis. Pouco tempo depois foram percebidos (principalmente pelo cheiro de Shalla depois de ter entrado na sala das fezes) por dois terríveis e enormes ursos artroses. Os ursos conseguiram machucar bastante os personagens, mas logo foram derrubados graças às poderosas investidas de Shalla e aos ataques seqüenciais de Collen.

O mago que criou um monstro

Escolhendo um dos caminhos possíveis os personagens chegaram numa espécie de altar onde possivelmente eram realizados experimentos arcanos. Arcturus conseguiu entender algumas das runas em Dracônico marcadas no chão e descobriu que algum mago há muito tempo ali realizara experiências para criar versões gigantes de vários tipos de criaturas (o quê explicaria os ursos, morcegos e até mesmo o Cockatrice gigantes). Seguindo por um dos caminhos possíveis, os personagens encontram um obstáculo causado provavelmente por um desabamento de terra que lacrou a passagem de um dos tuneis. Enquanto os personagens removiam os escombros para liberar a passagem, Luna descansou para recuperar seus poderes divinos.

Atrás do corredor obstruído existia uma sala onde provavelmente seria o ninho de um Cockatrice muito maior do que aquele que eles haviam derrotado. Nesta sala também haviam vários ovos gigantes (que os personagens recolheram) e a estatua de um homem que utilizava roupas de mago e segurava um bastão em sua. Luna o curou e, após alguns esclarecimentos sobre datas e a situação do mundo, o homem revelou ser Huo, um mago (louco) que vivia há 250 anos nos arredores de Malpetrim fazendo experimentos para criar criaturas gigantes. Após alguns testes com Cockatrice, ele acabou criando um tão poderoso que sua habilidade de petrificação (antes limitada ao contato com o seu pico) funcionava como uma áurea em volta da criatura petrificando todos que se aproximassem demais.

Huo os guiou por entre os tuneis abandonados que antes eram seu laboratório. Os personagens encontraram um grupo de ogros gigantes (aumentados pelos experimentos de Huo). Estes ogros foram convencidos pelos personagens a lutar contra os minotauros e ajudar a proteger Malpetrim. Além disso, Huo utilizou sua magia para despetrificar o anão companheiro de Gatioren, chamado Ghoar.
Enquanto eram guiados por Huo para fora da caverna, os personagens encontraram o Cockatrice gigante (muito maior que o que haviam enfrentado anteriormente) e resolvem o matar. Huo preparou várias armadilhas mágicas para atrasar e ferir a criatura enquanto Reiny o atacou com seu arco e foi perseguido pelo monstro fazendo-o ir direto para as armadilhas de Huo. Arcturus termina de eliminar o poderoso monstro com uma bola de fogo.

Os personagens finalmente saem na floresta para começar sua busca por SmokeStone enquanto todos os NPCs que eles encontraram e despetrificaram nos tuneis abandonados foram voltaram até Malpetrim para auxiliar na resistência da cidade.

O que deu certo?

Acho que o ponto forte desta sessão foi a imersão dos jogadores. Isso foi causado graças aos sons de fundo, efeitos sonoros e iluminação que foram utilizados, além de melhores descrições dos personagens e cenários que eu forneci. Tentarei sempre fornecer descrições melhores e sensoriais como as de hoje, pois deu muito certo.
Achei que os jogadores interagiram de uma forma bem interessante com os NPCs apresentados (mesmo que de forma meio cômica).

O que pode melhorar?

Este grupo de São Carlos, por utilizar as regras do Pathfinder beta e ser alguns níveis mais fortes que o grupo de Leme, é bem mais poderoso, o que talvez demande preparar encontros mais poderosos e diferenciados para os personagens. Também acho que começar a utilizar a história dos personagens jogadores durante as aventuras é fundamental e não foi uma característica muito trabalhada durante toda a campanha até agora.

Qual o seu conceito de cocatriz?

Olá pessoas, maquinas de guerra futurísticas e peixes.

Aqui mais um post da série personagem. Este personagem é de um dos jogadores que joga a Campanha Valkária: O recomeço e a história foi desenvolvida por ele. Logo, os créditos vão pra ele: Raul.


Arthur Seludiam
Caótico Bondoso
Elfo Mago de Lenórienn

Em tempos remotos, quando a grande Cidade-Estado Élfina Lenórienn ainda estava no auge de sua Glória, nascia um pequeno elfo chamado Arthur.

Sua mãe, Verdelë, era uma grande arquimaga que lecionava magia na Academia de Seludian em Lenórienn. Seu pai, Nírasolmo, era um exímio arqueiro e oficial de alta patente do exercito de Lenórienn.

Talentoso, Arthur já aprendia as artes arcanas com sua mãe desde muito pequeno. Também aprendera a manejar um arco com seu pai, apesar de não ser tão habilidoso com armas quanto era com magia.

Durante o ataque da Aliança Negra liderado por Thwor Ironfist a Lenórienn, Arthur viu seu pai lutar até a morte com hordas e hordas de bugbears para proteger a ele e a sua mãe. Após matar mais de cem inimigos, o bravo Nírasolmo, acabou sendo dilacerado pelas laminas inimigas. Sua mãe Verdelë se sacrificou utilizando todos os seus poderes arcanos para teletransportar seu filho até a casa de sua irmã que era distante da Lenórienn após ver seu marido morrer.

Ao chegar na casa de seus tios em estado de choque, Arthur mal pode contá-los sobre o massacre que acontecia em Lenórienn. Sabendo das terríveis noticias, seus tios e vários outros elfos acabaram fugindo em direção a Arton Norte, acabando por encontrar um novo lar na cidade de Valkária, fundando o Bairro Élfico.

Arthur foi aceito como aluno na Grande Academia Arcana de Valkaria, terminou seus estudos em magia e história geral do mundo. Foi também na Academia Arcana que ele descobriu a profecia que anunciava o nascimento de Thwor Ironfist.

“Quando a sombra da morte passar
pelo globo da luz
Trazendo ironicamente a vida que trará a morte
Terá surgido o emissário da dor
O arauto da destruição
Seu nome será cantado por uns
E amaldiçoado por outros
O sangue tingirá os campos de vermelho
Um rei partirá sua coroa em dois
E a guerra tomará a tudo e todos
Até que a sombra da morte complete seu ciclo
E a flecha de fogo seja disparada
Rompendo o coração das trevas”


Com o coração fervendo de ódio, Arthur jurou que iria dedicar sua vida a encontrar a “Flecha de Fogo”, capaz de matar o general bugbear, seja ela um item mágico, uma magia lendária ou uma criatura e assim se vingar das vis criaturas que destruíram sua cidade natal e sua família.

Mesmo possuindo casa em Valkária no bairro élfico, Arthur nunca se sentiu em casa depois que Lenórienn foi destruída e atualmente se juntou a um grupo de aventureiros para poder viajar pelo mundo para aliviar a sensação de vazio de não pertencer a nenhum lugar e também para encontrar pistas do que seja a “Flecha de Fogo” e realizar a sua tão sonhada vingança.

Dicas de RolePlay: Arthur é bastante reservado e solene. Não gosta de falar sobre seu passado com qualquer um, apenas divide seu passado com os mais intimos. Ele também possui um ódio enorme por bugbears e outras espécies de Goblins. Arthur sempre fica pesaroso e nostalgico quando ouve falar sobre Lenórienn ou qualquer outra coisa relacionada ao passado dos elfos.

Ficha de Personagem: PDF

Personagens:

Arthur - Elfo Mago de Deheon
Possui um grande leque de magias que podem ser úteis em diferentes momentos da campanha, além de ser capaz de fulminar uma tribo inteiro da goblins com uma única bola de fogo.
Jogador: Raul

Brutos - Anão Guerreiro de Zakharov
Dono de uma classe de armadura incrível e uma boa quantidade de pontos de vida. Brutos é capaz de resistir a muitos ataques antes de cair e causar grandes estragos com seu machado.
Jogador: Ronye

Gwyn – Anggelus Clérigo de Valkária
Descobriu que possui sangue de anjos correndo e suas veias. É abençoado por Valkária sendo capaz de realizar pequenos milagres e é habilidoso com sua espada.
Jogador: @neohikaru

Mordiskien – Humano Guerreiro de Valkária
Não sabe se este é seu nome nem nada sobre o seu passado. Possui grande habilidade de luta a exótica espada bastarda além de uteís habilidades de ladino.
Jogador: Fabrício

Aventura:

6- A pequena Colina


Na última sessão os personagens conseguiram expulsar um poderoso extra-planar de Ordine, o plano de Khalmyr. Ele revelou aos personagens que Khalmyr, o líder do Panteão, havia caído e deixado seu posto para outra divindade.

Após obter a recompensa por ter expulsado o extra-planar, Escorpião e Lock On se despendem dos demais jogadores dizendo que precisavam fazer algo sozinhos urgente. Com grupo reduzido, os demais personagens acharam melhor encontrar outro personagem antes de partir para a outra missão do protetorado do que reino que eles haviam aceitado – expulsar os minotauros da Pequena Colina.

Eles entraram na primeira taverna que encontraram. Graças às missões realizadas pelos aventureiros da cidade e ao comando de Lady Shivara Sharpblade Yudennach, a cidade já voltara quase totalmente à normalidade, as tavernas estavam cheias e animadas como se os minotauros jamais tivessem postos seus cascos em Valkária.

Nesta taverna encontraram um jovem homem portando uma grande espada bastarda sentado sozinho em um canto na taverna. Brutos, o anão, sentou-se junto a ele entregando-lhe um copo de cerveja e puxando papo. Acabou descobrindo que este homem havia perdido a memória, não sabendo seu nome ou de onde ele era. A única pista que ele tinha sobre seu passado era uma figura desenhada em sua capa. Arthur, o elfo, lhe deu o nome de Mordiskien e Gwyn, o clérigo de Valkária, conseguiu convencê-lo a se unir a eles em suas missões, pois mesmo que ele houvesse perdido a memória, ainda podia fazer algo pela cidade uma vez que ainda sabia manejar bem sua espada.

Após uma rápida passada nas lojas da cidade para comprar suprimentos para a viagem e para Brutos pegar seu machado que havia mandando encantar, os personagens partem em direção a Pequena Colina.

Quando já podiam avistar o vilarejo, um grupo de reconhecimento dos minotauros os interceptou. Os personagens tentaram dialogar, mas os minotauros não estavam muito sociáveis e já partiram para cima dos personagens. Foi uma batalha relativamente fácil, onde os personagens puderam conhecer melhor as habilidades de luta Mordiskien e experimentar a habilidade o força dos minotauros. Entre os minotauros derrotados, os personagens encontraram o seguinte bilhete:

“A segunda fase do plano está quase concluída, mais dois dias e terminamos. Mantenha qualquer viajante ou invasor afastado.”

Kratos

Chegando à cidade os personagens perceberam que os minotauros que estavam localizados na prefeitura do vilarejo, uma das únicas construções ainda em pé (pois os minotauros haviam incendiado o vilarejo todo quando atacaram) os haviam avistado. As outras construções ainda em pé eram a taverna de dois andares da cidade e o templo de Lena que ficava bem no topo da Colina.

Como perceberam que mesmo os tendo avistado os minotauros não reagiram, os personagens resolveram explorar a cidade, começando pela taverna. Como a entrada da frente estava bloqueada por vários tipos de entulhos formando uma barricada, Mordiskien usou suas habilidades acrobáticas para pular até a janela do segundo andar da taverna. Lá viu uma espécie de grupo de resistência contra a invasão dos minotauros formado por três soldados humanos feridos, alguns halflings plebeus e um humano bardo.

Após todos os personagens serem içados para dentro da taverna, eles conversam com a resistência para obter informações sobre a situação do vilarejo. O bardo, de nome Rupert Galvin (que os personagens descobriram ser o irmão de Ryort Galvin, o homem que lhes dava missões no Protetorado do Reino), lhes disse que na entrada da prefeitura havia uma grande tropa de minotauros que seria bem difícil de enfrentar, pois eram muitos e estavam bem armados. Ele também disse que os minotauros haviam capturado a maioria dos halflings da cidade e estavam utilizando-os para executar alguma tarefa dentro da prefeitura. Rupert também revelou que havia encontrado uma entrada secreta para a prefeitura através de uma caverna pela qual seria possível evitar enfrentar a força principal dos minotauros na entrada, porém, segundo Rupert, a caverna estava infestada de monstros.

7- A caverna infestada de monstros e a prefeitura infestada de minotauros.

Gwyn resolveu utilizar todos os seus poderes de cura restantes para recuperar todos os integrantes da resistência feridos. Os personagens resolveram então descansar e permitir que Gwyn recupera-se suas preces e que Arthur preparasse suas magias. Passaram a noite dormindo na taverna com a resistência como vigia. No dia seguinte Rupert os guiou até a entrada da caverna e depois voltou até a caverna. Os personagens entraram na caverna, que era estreita e escura e logo na primeira gruta se depararam com um poderoso Troll.

O Troll se pós contra eles impedindo que estes pudessem entrar na gruta e impedindo que Arthur utilizasse suas melhores magias, pois acabaria ferindo seus companheiros. Brutos que estava na frente Troll desferiu poderosos golpes com seu machado mágico, porém o Troll parecia capaz de se recuperar dos profundos cortes com facilidade. Mordiskien tentou pular por entre as pernas de Troll para poder flanqueá-lo por trás, porém o troll conseguiu o atingir com suas poderosas garras no meio de sua acrobacia, o fazendo cair no chão. Logo em seguida o Troll atacou com suas poderosas garras Mordiskien caído e indefeso no chão, ferindo-o gravemente. Gwyn, com suas preces a Valkária, fechou as feridas de Mordiskien, mas este ainda permanecia prostrado no chão.

Após uma série de machadadas de Brutos e de magias de Arthur, os personagens perceberam que após ser atingido por raios de ácido, o Troll perdia momentaneamente a capacidade de se regenerar. Sabendo desde seu ponto fraco, Mordiskien, novamente em pé, e Brutos começaram a atacá-lo ferozmente com suas armas enquanto Arthur o impedia de regenerar com seus raios de ácido, terminando por eliminar o inimigo.

Gwyn curou seus companheiros depois do termino da batalha e continuaram seguindo a caverna. Depois de andar um pouco encontraram um grupo de ogros comandados por um ogro excepcionalmente grande. Esta batalha foi bem mais fácil, com Gwyn orando para Valkária para aumentar a força de seus aliados e atacando os ogros com sua espada longa, Arthur carbonizando vários inimigos de uma vez com poderosos raios de fogo, Mordiskien atingindo os inimigos em seus pontos fracos e com poderosos golpes trespassantes e Brutos com seus poderosos e certeiros golpes de machado e com ocasionais pancadas com seu escudo de corpo.


Continuando explorando a caverna, os personagens avistaram uma sala cheia de goblins a alguns metros de distância. Arthur lançou uma poderosa bola de fogo em meio às criaturas conseguindo derrotar todas com apenas um golpe. Empolgados com a vitória esmagadora, os personagens esqueceram-se de procurar por armadilhas feitas pelos goblins e Brutos acabou caindo num alçapão camuflado que existia no chão da caverna.

Na sala dos goblins os personagens encontraram um buraco que dava na dispensa da prefeitura de Pequena Colina. Como a dispensa estava trancada e parecia não ter sido utiliza recentemente, os personagens resolveram descansar e se preparar para continuar a explorar a prefeitura. Gwyn utilizou suas magias para proteger o local de invasores e os personagens dormiram.

No dia seguinte, após acordarem, do outro lado da porta aberta por Mordiskien com suas habilidades ladinas, os personagens encontraram um corredor com uma porta a esquerda e uma a direita. Eles resolveram ir pela direita e, após uma magia lançada por Arthur para abrir a porta, eles ouviram vozes de minotauros do outro lado e se prepararam para a batalha.
Assim que a porta foi aberta, Mordiskien e Brutos atacaram com suas poderosas armas o minotauro que a abriu, enquanto Gywn rezava para Valkária pedindo que a graça divina caísse sobre eles nesta batalha.

Através da porta aberta pelo minotauro, os personagens puderam ver uma pequena legião formada por 20 minotauros. Teria sido uma batalha mortal, não fosse a estratégia adotada pelos personagens: Mordiskien e Brutos ficavam em frente a porta impedindo os minotauros de entrarem no corredor e atacando-os com seus poderosos golpes trespassantes enquanto Arthur assolava os minotauros com suas mais poderosas magias e Gwyn se revezava entre curar seus companheiros guerreiros machucados e atingir os inimigos com seu arco e maldições. Foi uma vitória gloriosa, mais ao custo de praticamente esgotar as magias de Arthur.

Com os minotauros da entrada derrotados, a resistência liderada por Rupert pode entrar na prefeitura e dar apoio logístico aos personagens enquanto estes continuavam a adentrar na prefeitura.

Mordiskien percebeu e removeu um poderoso veneno impregnado na maçaneta da porta do outro lado do corredor antes de abri-la. Atrás desta porta os personagens viram alguns minotauros açoitado halflings quase mortos pela exaustão dos trabalhos forçados que realizavam já a alguns dias, além de um gigante das colinas que aparentemente era o carcereiro dos halflings escravizados.

Os personagens partiram para cima dos inimigos com uma grande fúria pela situação dos halflings. Arthur com seus últimos suspiros arcanos e Gwyn com sua espada e fé eliminaram os minotauros que açoitavam os halflings enquanto Mordiskien e Brutos atacaram o gigante com seus golpes coordenados e incansáveis até que ele finalmente caísse com um poderosíssimos golpe de Mordiskien na cabeça do Gigante, mas não sem antes os deixar bastante feridos com seus ataques titânicos.

7- As ruinas anãs escavadas e o passado obscuro de Mordiskien.

Gwyn curou seus companheiros o melhor que pode enquanto a resistência levou os halflings até o templo de Lena da cidade para serem tratados. Os personagens finalmente chegam na sala do prefeito do vilarejo onde encontram um buraco escavado no chão, provavelmente por halfings em seus trabalhos forçados. Ao entrarem no buraco, Brutos percebeu traços de arquitetura anã naquelas ruínas escavadas, porém as pedras lá pareciam ser velhas demais, e as runas anãs eram muito arcaicas em relação às utilizadas mesmo em tempos remotos, como a da fundação de Doherin.

Explorando aquelas ruínas, os personagens encontraram alguns halflings mortos (e deixados na caverna). Um deles porém ainda vivia e Gwyn o fez recuperar a consciência com suas orações a ValkáriaI. Este halfling contou a eles que os minotauros os haviam capturado para que escavassem as ruínas, porém depois que haviam avistado intrusos na cidade (os personagens!), os fizeram escavar muito além de suas capacidades e que muitos halflings acabaram morrendo nos últimos dois dias devido ao esforço extremo que foram obrigados a realizar.

Ainda na ruína, os personagens encontraram uma passarela muito fina esculpida em rocha por onde tiveram que se espremer para conseguir passar. De cada lado desta passarela, a uma distância de cinco metros de abismo, existia uma estátua de um anão. Uma segurando um escudo de corpo e uma segurando uma espada longa, ambas emanavam vibrações mágicas. Além disso, Mordiskien vira a alguns metros abaixo uma espada curta que aparentemente também emanava vibrações mágicas. Através de uma série de ousados pulos e acrobacias entre as estatuas, Mordiskien conseguiu obter todos os itens mágicos. Arthur os examinou e concluiu que eram uma Espada Longa Flamenjante +1, um Escudo de Corpo +1 e uma Espada Curta+2.

Os personagens continuaram explorando as ruínas até que finalmente chegaram em sua última sala. Nesta sala havia uma enorme estatua de Khalmyr e Tenetra em versões anãs abraçando-se e se amando. Também havia uma enorme pedra negra do lado oposto da sala. E três minotauros, um deles possuindo asas de morcego e olhos demoníacos que Gwyn logo reconheceu como sendo um meio-abissal.

Este meio-abissal, que se apresentou com o nome de Kratos, aparentemente conhecia Mordiskien e possuía um escudo com o mesmo símbolo que Mordiskien possuía em sua capa. Kratos chamou Mordiskien de companheiro e disse que eles eram de um grupo de mercenários conhecidos como “O Eixo de Mal” que vieram a Valkária a serviço de Tapista para ajudar no ataque a Valkária, porém receberam um melhor contrato para vir até a Pequena Colina e recuperar aquela pedra negra para um patrão misterioso, mas que pagava muito bem. Kratos também disse que Mordiskien havia sumido durante o ataque a Valkária e não sabiam o quê havia acontecido com ele desde então.

Mordiskien, fingindo ser amigo de Kratos, atacou pelas costas um dos minotauros e uma grande batalha começou. Mordiskien e Brutos tentam atacar os minotauros mais próximos, enquanto isso Kratos voa para cima de Arthur e o derruba com um poderoso golpe de machado. Gwyn consegue fazer Arthur recuperar a consciência com suas preces enquanto Brutos e Mordiskien resolvem atacar Kratos. Vendo-se em desvantagem frente aos dois poderosos guerreiros, Kratos voa para longe (recebendo vários ataques enquanto tentava decolar) e sobe sobre a estátua dos deuses anões, começando a disparar flechas em seus inimigos.

Brutos e Mordiskien terminam de eliminar os demais minotauros. Gwyn amaldiçoou Kratos e Arthur tentou, sem sucesso, atingi-lo com flechas. Mordiskien resolve escalar a estatua onde Kratos estava, mas não consegue e acaba sendo atacado por Kratos, ficando bastante ferido. Kratos então voa para longe da estatua, mas não contava com a benção lançada por Gwyn sobre Brutos que o fez andar muito mais rápido, o permitindo chegar até onde Kratos estava e começar a atacá-lo impiedosamente com seu machado. Logo Mordiskein se recupera e investe para cima de Kratos desferindo seus poderosos golpes. Por fim, Kratos tem seu crânio rachado ao meio pelo machado de Brutos num golpe impressionante.

A sessão termina com Brutos analisando as inscrições em runas anãs arcaicas existentes na pedra e na estátua do casal divino enquanto Mordiskien encontra o contrato com as instruções de onde encontrar o misterioso patrão de Kratos para receber a recompensa.

Todos os personagens ficam intrigados sobre a ligação de Mordiskien com a queda de Valkária e sobre o plano do homem que contratou o “Eixo do Mal” para recuperar aquele estranho mineral.

O que deu certo?

Achei que a interação dos personagens com os elementos cenários durante as batalhas foi bastante interessante, apesar de que ainda são necessários mais elementos nas batalhas para tornar os combates ainda mais interessantes. Também achei que todos os encontros foram interessantes desta vez (nenhum encontro foi entediante) e que todos os personagens do grupo puderam usar suas capacidades durante a aventura, o quê é muito bom.
Também gostei muito do enredo da aventura e do clima de teias de tramas e mistérios diferentes que estão se formando durante a campanha.

O que pode melhorar?

Acho que preparei os encontros um pouco mais difíceis do que deveriam ser pois estava esperando cinco personagens e não quatro. Além disso, acho que talvez seja necessário dar mais espaço para interpretação dos jogadores e interação com os NPCs.

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