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Tudo deve ter um começo e um fim. Em campanhas de RPG, eu já passei por inúmeros começos, muito deles promissores, outros tantos simples improvisações de última hora. Mas fins, bem, poucas das minhas campanhas terminaram realmente.

“Valkaria, o Recomeço”, a campanha que venho jogando a uns dois meses e já rendeu produtivíssimas sete sessões chegou ao fim. Eu sinceramente comecei-a como um improviso, uma passa tempo para um feriado prolongado que teríamos em Leme (e também uma chance de estrear meu notebook em uma sessão de RPG) e não esperava que ela fosse tão longe.

Mas foi. E apesar de ter sido relativamente curta, foi uma das melhores campanhas de RPG que eu já mestre! Isto se deve a vários fatores: o ótimo sistema de RPG escolhido (Pathfinder), o mega-plot que esta acontecendo e movimentando o cenário (as Guerras Tauricas de Tormenta), aos vários materiais de apoio utilizados (notebooks, mapas de batalha, miniaturas de papel e etc), a experiência que o mestre já tinha de jogos anteriores (dos fracassados aos bem sucedidos) e, principalmente, aos jogadores que, além de compromissados, foram bastante criativos na interpretação de seus personagens.

Resumindo, foi ótimo!

Apesar desta clima meio de despedida, o jogo não acabou não! Temos vários plots correndo e vários plots novos para acontecer. Porém o principal plot inicial do jogo (a reconstrução da cidade de Valkaria e do reinado após o ataque de Tapista) acabou. A cidade esta em ordem e Shivara é a nova Rainha-Imperatriz, logo, o nome da campanha perdeu um pouco o sentido.

Deste modo, vamos encerar a parte 1 do campanha, e iniciar a parte 2 que provavelmente vai contar com um novo nome ainda a ser definido (eu ainda nem sei qual será o plot "Principal" desta segunda parte).

Vamos avançar dois meses no tempo de jogo entre o fim da parte 1 (última sessão) e o inicio da parte 2. Neste tempo, cada um dos personagens poderá desenvolver alguma história sozinha ou em grupos menores. Como uma missão solo, ou treinar, ou casar, ou qualquer coisa que desejar.

Vou colocar aqui alguns sugestões de como gastar este tempo para cada um dos personagens. Seus jogadores poderão então escolher um deles, combiná-los ou inventar seus próprios. Em todo caso, as histórias contando o que aconteceu aos personagens nestes dois meses serão postadas aqui no blog e todos os personagens voltaram no nível 8 depois desta pausa no jogo. Além disso, vale lembrar que depois de toda a ajuda prestada à Shivara, ela recompensou cada um dos personagens com 15 mil moedas de ouro.

Arthur Selude

  • Fazer o teste para poder entrar para os Arqueiros de Fogo (mais tarde eu posto a classe de prestígio aqui)

Brutos Magnus (Moghrodus)
  • Ir até Doherimm em busca de informações sobre a Pedra da Lua ou sobre seu clã.

Gwyn
  • Visitar sua cidade natal e tentar descobrir mais sobre sua ascendência celestial

Murlock
  • Ir até Ahlen, o reino da intriga, e tentar descobrir mais sobre seu passado enquanto membro do Eixo do Mal.

Zarak
  • Voltar até os estepes selvagens e casar com a princesa bárbara Liana.

Geral (ganchos de aventura que sobraram e qualquer um pode pegar, se quiser)
  • Deter os werewolfs que atacam próximo a fronteira de Deheon
  • Contar a John Loveburst sobre sua filha, se casar com ela e se tornar nobre em Valkaria
  • Entrar para o Protetorado do Reino
  • Visitar Cris, a menina elfa que foi salva pelos personagens em Wynlla
  • Tentar capturar o meio-orc criminoso em Namalkah (do cartaz de procurados)
Lembrando pessoal, isto tudo são só sugestões, vocês podem inventar algo totalmente diferente se quiserem (desde que não modifique completamente o mundo do jogo, é claro!).

Para darmos um tempo maior entre as duas partes, estou propondo experimentarmos D&D 4E em nossa próxima sessão ao invés de continuarmos nossa campanha. Vou criar ou outro post falando sobre a 4E e sobre a aventura que vamos jogar (Fortaleza no Pendor das Sombras).

Stay tunned!


Personagens Jogadores

Arthur Selude (Jogador Raul)
Elfo mago que presenciou o assassinato de seus pais durante o ataque dos bugbears liderados por Throw Ironfist à cidade élfica de Lenórienn. Decidiu entrar para um grupo conhecido como “Arqueiros de fogo” e buscar meios de destruir o general bugbear.

Brutos Magnus (jogador Ronye)
Anão guerreiro cujo trágico passado parece estar ligado à confecção de armas mágicas poderosas, e cujo futuro caminha inevitavelmente para um confronto contra o maligno “T. Moghrodus”, que planeja forjar tais armas.


Gwyn (jogador Rafael)
Clérigo de Valkaria que descobriu que em suas veias corre sangue celestial e acabou desenvolvendo incríveis asas angelicais, devido a sua herança planar. Qual a relação de seus pais com as criaturas angelicais e o quê fará com seus dons especiais ainda é um mistério.

Murlock (jogador Fabricio)
Guerreiro que perdeu a memória e descobriu que seu irmão, Murdock, é líder de uma guilda de mercenários de Ahlen conhecida como “Eixa do Mal” que ajudara no ataque minotauro à Valkaria e apóia os planos de T. Moghrodus.

Zarak (jogador Adalton)
Bárbaro nativo dos Estepes Selvagens dono de uma fúria destruidora e de uma espada montante poderosíssima. Decidiu abandonar sua tribo por algum motivo ainda não revelado e agora se aventura pelo mundo em busca de sangue e violência.

NCP Importantes

Ryurt Galvin
Membro do Protetorado do Reino em Valkaria. É o contato dos personagens com a organização e a pessoa que atribuí as missões e concede as recompensas aos personagens.

Rupert Galvin
Bardo irmão de Ryurt, ajudou a resistência de Pequena Colina e os personagens a derrotar os mercenários do Eixo do Mal liderados por Kratos. Atualmente é o protetor de Pequena Colina.

John Loveburst
Patriarca de uma das famílias nobres de Valkaria. Acredita que sua filha Linda fora raptada pelos minotauros durante o ataque à Valkaria. Ofereceu aos personagens a mão de sua filha e o nome de sua família para quem recuperar sua filha em segurança.

Jorge Loveburst
Emissário de Lady Shivara para o reino de Namalkah. Foi pelos personagens até Palthar, onde prometeu encontrar uma casa para Cris. Confessou-lhes que fugiu com sua prima Linda Loveburst para se casassem em segredo.

Cris
Menina élfica que apareceu em um pequeno vilarejo em Wynlla sem memória, e fora adotada pelos moradores humanos do local. Misteriosamente, foi a única sobrevivente do ataque de um poderoso diabo ao vilarejo.

Minus
Taverneiro minotauro de Valkaria. Velho conhecido dos personagens, é em sua taverna que os personagens dormem e planejam suas missões quando estão em Valkaria.

Shivara Sharpblade Yudennach
Rainha dos reinos unidos de Yuden e Trebuck e regente temporária da coroa de Deheon. Organizou um conselho com todos os regentes para decidirem quem será o novo Imperador do Reinado.

Murdock
Irmão de Murlock, Murdock é o atual líder da guilda de mercenários de Ahlen conhecida como “Eixo do Mal”. Também se sabe que Murdock é um poderoso clérigo de Hynnin, deus da trapaça.

Tileriel
Anjo nativo do plano de Khalmyr. Após perder a razão e atacar um templo da ordem de Khalmyr, fora expulso do plano material por Gwyn. Agora mantém contanto telepático com Gwyn para avisá-lo sobre movimentações de demônios e anjos no plano material.

T. Moghrodus
Não se sabe muito sobre esta misteriosa criatura além de que é muito habilidoso com magia, e que está disposto a tudo para conseguir forjar poderosas armas mágicas com o minério conhecido como “Pedra da Lua”.

Elrion
Elfo arqueiro que pertence à organização conhecida como “Arqueiros de Fogo”.

Sophia
Clériga de Tana-toh que pertence à organização conhecida como “Arqueiros de Fogo”

Ninfadora
Elfa maga aluna da Grande Academia Arcana de Valkaria que fora aprisionada por um grupo de magos terríveis que fazia experiências com ogros. Foi libertada pelos aventureiros quando estes derrotaram tal grupo.

O garoto dos Owlbears
Salvado de um bando de Ownbears que atacaram sua casa pelos aventureiros. Fora levado por Arthur até a grande academia arcana de Valkaria para iniciar estudos nas artes secretas da magia.

O velho Xico
Dono de uma criação de cavalos em Namalkah. Pedira ajuda dos personagens para expulsar um jovem dragão vermelho que devorava seus cavalos.

Tyr
Um grande mestre no manejo de Espadas Bastardas. Fora um grande aventureiro no passado e agora mora em Valkaria em busca de discípulos para ensinar suas técnicas de espada. Se oferece como professor à Murlock.

A aventura

17- O bárbaro, o Furacão e o balão

Depois de derrotarem o Dragão que atormentava a fazenda do velho Xico, os personagens foram recebidos como heróis pelo casal de idosos. Xico, além dos equipamentos que eram de seu filho, também deu quatro de seus melhores cavalos de Namalkah aos personagens em agradecimento por terem expulsado o Dragão.

Os personagens ainda passaram um dia na fazenda para se recuperarem do terrível embate contra o Dragão antes de seguirem viagem. Dois dias depois de terem colocado o pé na estrada, os heróis avistam o que parece ser uma fogueira próxima a estrada que eles seguiam. Abandonaram a estrada e foram em direção a fogueira, onde encontraram um bárbaro montando acampamento.

Zarak, o bárbaro, nascera e crescera nos estepes selvagens, uma região fria e inóspita que fica ao norte do reino de Zakharov. Naquela região, várias tribos de homens e orcs bárbaros lutam por território há incontáveis gerações. Zarak não disse aos personagens o motivo de ter deixado sua terra natal e sua tribo para trás. Porém decidiu acompanhá-los, pois pressentiu que teria muitas oportunidades de fazer uso de sua montante se os acompanhasse. Aparentemente, o bárbaro tinha um gosto insaciável por batalhas.

Dois dias depois de Zarak ter se juntando ao grupo, nossos heróis avistam no horizonte um grande tornado se aproximando de um pequeno posto de guarda na estrada. Se aproximando mais do local, se deparam com vários guardas correndo desesperadamente do posto de guarda para fugir do tornado que destruiria a pequena e frágil construção.


Abordados por Gwyn, os soldados revelaram que um dos cavalariços do posto de guarda estava desaparecido, e tinha sido visto da última vez dentro do prédio principal. Os heróis então decidem enfrentar o forte vento e tentar resgatar o garoto. Eles vão o mais rápido que suas pernas e a ventania permitem até o posto de guarda, ignoram as casas próximas e rumam diretamente ao prédio principal. Zarak arromba a porta de entrada com um poderoso golpe e todos entram no salão principal da construção. Lá existiam alguns pequenos elementais atacaram os heróis.

Brutos se colocou a frente dos demais personagens impedindo que os elementais avançassem e os atacou com seus poderosos golpes trespassastes. Gwyn pediu proteção à Valkaria e atacou os elementos impiedosamente com sua espada de fogo. Arthur as açoitou com poderosos ataques arcanos. Murlock os dividia ao meio com sua poderosa espada bastarda. Os heróis teriam vencido a batalha sem maiores dificuldades, mesmo com a grande capacidade de ignorar ferimentos possuída pelas criaturas, porém Zarak, o bárbaro, não conseguiu conter seus instintos primitivos e entrou em um frenesi de batalha terrível. Os elementais foram dizimados pelo bárbaro que os atacava freneticamente e junto aos demais heróis. Porém, quando a batalha já havia terminado, o bárbaro começou a atacar seus próprios aliados, pois ainda não saciara sua sede de sangue. Arthur, Gwyn e Murlock se afastaram dos ataques do bárbaro, pois tamanha era sua violência que poderiam acabar seriamente machucados.

Brutos se mantém a frente do bárbaro protegendo seus companheiros. Graças às habilidades defensivas de Brutos e de seu escudo de corpo, nem mesmo o bárbaro enfurecido foi capaz de feri-lo. Gwyn orou a Valkaria para que ela paralise o Bárbaro e evitar que este os atacasse. Depois de alguns segundos, o bárbaro finalmente se acalma e recupera a consciência.

Os heróis prosseguem sua busca dentro do templo, porém, devido à tremenda força do vento, são obrigados a se segurarem uns nos outros e utilizar todas as suas forças para conseguir prosseguir. Gwyn se agarrou em Brutos, que conseguiu caminhar utilizando toda a força e estabilidade anã. Murlock conseguiu abrir caminho com sua força e Arthur se agarrou ao bárbaro Zarak. Zarak a principio conseguiu lutar contra o vento levando consigo Arthur, porém, em determinados momentos, o vento era tão forte que Arthur precisou utilizar todas as suas forças para conseguir segurar Zarak e impedir seu companheiro de voltar para trás.

Depois de enfrentarem o vento, nossos heróis chegam a última sala da construção onde o cavalariço se encontrava, porém no mesmo local estava um enorme Elemental do vento que os atacou.

O Elemental concentrou seus ataques em Arthur, que só não tombou pelas preces de Gwyn que o curaram. Os três guerreiros tinham uma grande dificuldade em atacar o Elemental, pois ele era muito veloz e os guerreiros não conseguiam se movimentar livremente por causa do forte vento. Gwyn não conseguia voar, porém através de suas preces se tornou bastante forte e partiu para cima do Elemental com sua espada flamejante por terra. Brutos e Murlock atacaram o Elemental pelos lados, aproveitando o tamanho gigantesco dele para flaqueá-lo e, mesmo com a incrível capacidade de ignorar ataques, conseguiram o machucar bastante. Zarak, atingido por um dos ataques da criatura, entra em seu frenesi de batalha e ataca o Elemental com todas as suas forças. Arthur, depois de conseguir se afastar do monstro e ser curado por Gwyn, lançou poderosos raios arcanos no Elemental o que decretou sua derrota.

Praticamente sem conseguir de ouvir seus companheiros devido ao barulho do vento, Murlock agarrou o cavalariço e saiu correndo do prédio seguido por seus companheiros (incluindo Zarak, que desta vez conseguiu sair de seu estado de frenesi por vontade própria). Quando finalmente estavam fora da construção, eles avistam o furacão a pouquíssimos metros e começam uma desesperada luta para fugir de seus ventos.

Gwyn, agarrado a Brutos tentam fugir do furacão com as forças de Brutos. Apesar de forte, anão não consegue competir com a força dos ventos. Gwyn pede a Valkaria para se tornar mais forte e finalmente consegue levar ele próprio e Brutos para longe do furacão. Murlock, levando o
cavalariço consigo, consegue com grandes dificuldades fugir do furacão também. Porém, Arthur e Zarak, mesmo unindo suas forças, não conseguem vencer o furacão e são quase engolidos pelo cone de vento. Gwyn se amara em uma corda e vai até seus companheiros (sendo segurado por Brutos e Murlock) para ajudá-los e, depois de muito esforço, consegue trazê-los em segurança para longe do furacão.

Vendo o furacão engolir o posto de guarda, nossos heróis se despedem do cavalariço que salvaram e dos demais soldados da região e continuam sua viagem até Zakharov. Depois de pouco mais de um dia de viagem, eles avistam um balão que caía do céu. Se aproximando da região onde o balão finalmente tocou o chão, nossos heróis encontram Bob, o baloeiro goblin. Ele disse que estava indo até Valkaria, porém cruzara com o furacão no meio do caminho e teve seu balão semi-destruído.

Como seguiriam pelo mesmo caminho, Bob aceitou levar os personagens desde que estes o ajudassem na reconstrução de seu balão. Brutos e Bob conseguiram consertar o balão em menos de um dia e nosso heróis, agora pelo ar, continuaram sua viagem.

18- Dez mil Orcs

Ao cruzar os estepes selvagens, já em Zakharov, nossos heróis avistam um terrível exército de 10 mil orcs bárbaros rumando para a região onde os humanos locais viviam. Zarak então decidiu ir até a maior tribo de bárbaros humanos da região para avisar sobre o ataque orc eminente. Os demais personagens e até mesmo Bob resolveram o ajudar e mudaram o traçado do balão para a direção indicada por Zarak.

Zarak, ajudado por Gwyn, conseguiu convencer o Rei dos Bárbaros dos estepes a mobilizar seu exército para enfrentar os goblins. O rei enviou alguns emissários, juntamente com Zarak e Gwyn, através do balão de Bob para todas as tribos bárbaras em busca de reforços na guerra que se aproximava. Graças aos esforços diplomáticos dos emissários e Gwyn, o exército dos bárbaros das estepes contava com incríveis 12 mil soldados.


Brutos utilizou seu conhecimento em engenharia para criar uma barricada em pontos estratégicos da vila bárbara para ajudar na batalha. Arthur, com seus conhecimentos sobre geografia, conseguiu encontrar um ponto onde a resistência seria mais frágil e onde os bárbaros deveriam concentrar suas melhores defesas, pois se os orcs conseguissem tomar aquele ponto, a vitória deles seria certa. Gwyn, através de sua capacidade de voar, conseguiu identificar um ótimo ponto nas colinas próximas para posicionar arqueiros.

Com os exércitos mobilizados, e as todas as preparações feitas, finalmente foi possível avistar o exército invasor. Eles vinham em menor número, mas eram feras terríveis e não podiam ser subestimados. Ao barulho de tambores ancestrais dos bárbaros de todas as tribos dos estepes e de gritos grutuais proferidos pelo exército inimigo, a batalha começou.

Zarak, juntamente com os mais valentes, corajosos e furiosos bárbaros de todas as tribos estavam na ponta da flecha do exército. Ele e seus companheiros bárbaros ignoraram a razão e motivados pelos sons, imagens e odores da batalha entraram em um frenesi terrível e partiram para cima de seus inimigos abrindo caminho pelo exército invasor. Muitos orcs foram massacrados pela espada poderosa de Zarak e este não se importava com sua vida, usando cada ferimento que recebia dos orcs para alimentar sua incontrolável fúria. Alguns dos bárbaros da ponta de flecha caíram, mas os demais nem perceberam as baixas e continuaram lutando e matando caoticamente o que encontrassem pela frente.

Brutos foi escalado para cuidar do ponto vulnerável descoberto por Arthur. Ele e vários outros bárbaros humanos ficaram de prontidão esperando a chegada dos orcs, que não tardou. Os orcs eram fortes, e estavam determinados a passar pela resistência ali existente, mas Brutos, com seu escudo, não era um adversário fácil e conseguiu resistir e rechaçar ondas e mais ondas de ataques dos inimigos. Muitos orcs pereceram frente ao machado de Brutos enquanto este protegia aquele ponto. Alguns bárbaros morreram pelos ataques dos orcs, porém Brutos, permaneceu intacto e nem a fadiga normal que envolve batalhas desta magnitude o afetou.

Arthur voava no balão junto ao goblin Bob e despejava bolas de fogo sobre o exército Orc, trazendo um inferno de fogo aos seus inimigos. Apesar de ser apenas um só, o elfo mago conseguia matar dezenas e dezenas de orcs de uma só vez, acabando por se tornar o alvo das flechas orquicas. Ele fora atingido pela primeira saraivada, porém logo conseguiu se recuperar e conjurou proteção contra flechas sobre si e o balão. Depois disso voltou a trazer terror aos orcs despejando seus poderes arcanos sobre o exército inimigo até a última gota de suas capacidades mágicas.

Gwyn, ungido por todo tipo de benção e proteção divida concedido por sua deusa, sobrevoava o exército inimigo desferindo golpes com sua poderosa espada flamejando nos orcs. Devido a sua vantagem de locomoção e sua condição superior de luta, focava seus ataques sobre os lideres dos orcs ou ajudando os bárbaros em locais em que a batalha estava mais complicada, fazendo grandes estragos nos estratégias orquicas e trazendo baixas significativas para o exército invasor. Gwyn foi ferido algumas vezes em combate por machados e flechas inimigas, mas a capacidade de curar a si próprio através dos poderes de Valkaria o manteve na luta e trouxe terror a seus inimigos.

Murlock ficou no corpo principal do exército bárbaro ajudando a matar várias hordas de orcs com o auxílio dos demais bárbaros. Sua espada bastarda e sua agilidade em combate se provaram essenciais para manter a força principal do exército coesa e unida no ataque contra os inimigos que não cansavam de avançar. Murlock se feriu durante a batalha, mas como um verdadeiro guerreiro, continuou lutando e derrubando seus inimigos com seus golpes fortes e decididos.

A batalha foi longa, houve várias baixas do lado dos bárbaros, mas devido às preparações realizadas pelos personagens antes da luta e pelo próprio desempenho deles durante o combate, os bárbaros conseguiram esmagar o exército orc que, depois de ser reduzido a menos de 20% das forças originais acabou debandando e sendo perseguido pelo grupo de ataque frenético de Zarak.

Sobre o campo de batalha, agora coberto de cadáveres e em sua maioria de orcs, Gwyn e os xamãs bárbaros oraram pelas vidas perdidas enquanto os bárbaros preparavam uma fogueira para cremar os corpos daqueles que haviam perecido em combate dos dois exércitos. Junto a cerimônia de queima dos corpos, uma grande festa em comemoração a vitória foi dada pelos bárbaros. Nossos heróis foram os convidados de honra da festa, pois sem eles a vitória teria sido impossível, e eles ainda ganharam a marca do trovão feita a ferro e fogo em seus corpos, a maior condecoração e prova de bravura existente entre os bárbaros daquela região.

Ainda durante a festa, o Rei dos Bárbaros concedeu a mão de sua filha, a Princesa Bárbara Liana à Zarak. Os anciões bárbaros também decidiram que Zarak seria o próximo Rei Bárbaro, se ele aceitasse o fardo, caso o atual Rei Perecesse ou atingisse a marca de 60 invernos.

19- Em família

Depois das comemorações dos bárbaros, nossos heróis continuaram a viagem por Zakharov para encontrar os melhores ferreiros do reino em busca de informações sobre a Pedra da Lua e sobre T. Moghrodus. Para isso resolveram visitar Rhond, o deus menor que vivia na cidade homônima em Zakharov.

Ao chegar à cidade, Brutos e Gwyn foram até o templo de Rhond pedir por uma audiência com o deus menor dos Armeiros. Enquanto isso, Arthur, Zarak e Murlock permaneceram em uma taverna esperando o regresso de seus companheiros.

Uma bela humana barda que preferiu não se identificar contou a Arthur que sabia onde poderia encontrar informações confiáveis sobre a Flecha de Fogo. Ela entregou um mapa para o elfo que mostrava um antigo templo élfico abandonado em Arton Sul, e disse que lá havia informações seguras e confiáveis sobra a Flecha de Fogo. Antes de ir embora, ela disse que Arthur deveria contar sobre este templo a seu amigo clérigo, pois um templo como este seria um desafio tremendo e que somente em conjunto eles poderiam superá-lo e, ainda assim, seria um ato digno de renome entre os maiores heróis de Arton.

Enquanto isso, no templo de Rhond, depois de esperaram por algumas horas para poderem ter uma audiência com o deus dos armeiros, Rhond recepcionava Gwyn e Brutos. Brutos mostrou ao deus armeiro a Pedra da Lua e, nem mesmo Rhond com seu martelo de ferreiro divino, foi capaz de dobrar o material. Rhond, por fim, disse que aquele estranho mineral certamente foi feito por deuses maiores e que talvez algum ferreiro anão antigo fosse capaz de saber mais sobre a pedra do que ele próprio.

Quando Gwyn e Brutos volta a taverna, Murlock é abordado por um antigo companheiro do Eixo do Mal o reconheceu. Ele não sabia da perda de memória de Murlock e acabou revelando a mais nova missão do Eixo do Mal. A pedido de Hiudah Noragh, um nobre de Trebuck que tentara roubar o trono de Shivara tempos atrás, contratou o Eixo do Mal para assassinar Shivara durante o conselho dos regentes que seria realizado em 4 dias em Kannilar, a capital de Yuden. Sabendo disto os personagens utilizaram todos seus recursos de persuasão (magia, diplomacia e intimidação) para obter mais informações.

Acabaram por descobrir detalhes da organização do Eixo do Mal. A central de operações deles ficava dentro do Palácio Rishantar, o mais luxuoso palácio de todo o Reinado, lar do regente e dos nobres mais influentes do reino de Ahlen, em Thartann, a capital do reino. Além disso, em cada reino ou cidade importante do reinado e além, existia um delegado do Eixo do mal, que além de obter informações e comandar as missões dentro de suas jurisdições, também era o contato dos eventuais clientes locais com o Eixo. Este homem, de nome Rahan, era o delegado de Zakharov.

Ele acabou revelando que sua última missão fora ajudar um sujeito parecia ser um anão chamado T.M. a obter alguma coisa e assassinar a família de um ferreiro anão em Zakharin. Brutos, com um tremendo ódio, tentou descobrir o que era esta coisa, porém Rahan não sabia.

Depois de obterem todas as informações possíveis, os aventureiros apagaram a memória recente de Rahan para não deixarem sinais de que descobriram sobre o atentado a Shivara e continuaram sua jornada até Zakharin, a capital de Zakharov através do balão de Bob. Eles pretendiam informar ao regente de Zakharov sobre o atentado, pois não tinham meios de avisar a Shivara sozinhos em tão pouco tempo. Arthur, como pediu a misteriosa barda, contou à Gwyn sobre o templo élfico em Lamnor. Gwyn e Arthur decidem visitar o tal templo assim que completarem as buscas pelo reino de Zakharov.

No meio do caminho, o balão foi atacado por demônios da tormenta. Eram dois gafanhotos bípedes avermelhados com terríveis laminas em suas patas dianteiras. Uma grande batalha aérea começou. Gwyn, com suas asas, partiu para cima dos monstros desferindo golpes com sua espada inflamada. Arthur conjurou Voar sobre Brutos que, prontamente, partiu pra cima das criaturas e ajudou Gwyn com os golpes de seu poderoso machado. Murlock tentou acertar os demônios com flechas, porém seus disparos não eram muito eficientes nas rubras criaturas. Zarak tentava os atingir da borda da cesta do balão, porém quase não conseguia os atingir. Arthur também lançava ataques mágicos mais fracos, porém certeiros, nos demônios com medo de danificar o frágil balão. A batalha foi dura, com vários personagens feridos devido aos golpes dos demônios, porém os personagens conseguiram derrotar os demônios da tormenta e manter o balão a salvo.

Enfim em Zakharin, Brutos decidiu visitar sua antiga casa e os demais personagens resolveram acompanhá-lo. A casa estava vazia, abandonada, porém permanecia limpa, pois o vizinho e amigo da família de Brutos a limpava com regularidade e continuava com o pequeno comercio de armas dos Magnus. Arthur, pouco tempo após entrar na casa de Brutos, encontrou um piso falso no chão da casa que, depois de aberto, revelou um Medalhão com um M, uns esquemas mostrando como forjar uma machado incrível e uma árvore genealógica.

Analisando a árvore, Brutos conseguiu descobrir que seu verdadeiro sobrenome era Moghrodus, e que o assassino de sua família, cujo nome descobriu ser Turan Moghrodus, era na verdade seu tio. Ainda anestesiado pela revelação, colocou o medalhão em seu pescoço e foi até a loja de Koldarim Ironhide, o mais velho, respeitado e rico ferreiro anão da cidade. Brutos mostrou a Pedra de lua para Koldarim e perguntou se este sabia algo sobre a pedra.


Koldarim contou aos personagens uma antiga história anã que remotava aos tempos onde os anões ainda moravam na superfície e que Doherimm nem mesmo existia. Naquela época os anões foram presenteados pelos deuses com a mineral Pedra da lua para poderem criar poderosas armas. Porém ouve uma guerra civil entre os clãs anões que resultou em muitas mortes e numa cisão entre o povo. Parte dos anões resolveu ir para as profundezas da terra e fundaram Doherimm, o reino dos anões. Da outra parte nunca mais se teve noticias, porém especulá-se que tenham rumado para Lamnor há incontáveis gerações. Com a cisão do povo anão, o segredo para forjar as armas da lua foi perdido para sempre, pois um das metades do povo sabia como dobrar o metal e a outra metade como transformá-lo em arma.

20- Atentado a Shivara Shapblade

Os aventureiros enfim resolvem ir até o regente do reino, Walfengarr Roggandi,n e pedir sua ajuda para contatar Shivara. Depois de várias oras de espera para conseguir uma audiência com o monarca, nossos heróis contam toda a história sobre o atentado e, depois de confirmar a veracidade das denuncias dos personagens utilizando os magos e clérigos da corte, Walfengarr resolve levá-los até Kannilar consigo para o conselho dos regentes. Os personagens ganham roupas e equipamentos para se disfarçarem de escolta do regente e, junto com e sua escolta real, foram transportados até Kannilar magicamente com a já conhecida sensação de puxamento pelo umbigo.

Kannilar estava eufórica. Não parecia que fazia parte do xenofóbico reino de Yuden, pois pessoas de todas as partes do reinado estavam presentes. Soldados de todas as cores e tipos estavam lá para protegerem seus regentes, grandes heróis estavam a postos para evitar qualquer problema ou ataque surpresa. Também havia pessoas comuns, aos montes, esperando pelo resultado do conselho dos regentes, pois este decidiria muitas coisas importantes em todo o reinado.

Pouco tempo depois de chegarem, Walfengarr e os demais regentes (incluindo Shivara) foram até uma sala protegida magicamente onde poderiam conversar sem nenhum risco ou interrupção. Brutos e Murlock ficaram na porta da sala de reunião dos regentes no caso de algum imprevisto acontecer e os regentes precisarem de alguma proteção extra. Gwyn ficou observando a cidade por cima, em busca de alguma atividade suspeita, porém isto era complicado, pois Kannilar estava completamente lotada. Arthur e Zarak andavam por entre as pessoas também procurando alguma atividade suspeita e acabaram vendo uma pessoa que ers idêntica a Murlock, porém possuía uma cicatriz na face. Murdock, o líder do Eixo do Mal espreitava o palácio real de Kannilar onde Shivara estava.

Murdock percebeu que fora avistado pelos personagens e começou a se movimentar em direção a regiões mais periféricas da cidade, sendo seguido por Arthur e Zarak por solo, e por Gwyn, que percebeu a movimentação de seus amigos, pelo ar. Depois de muito andar e tentar despistar os personagens, porém sem sucesso devido a capacidade de rastrear de Zarak, Murdock entra em um armazém abandonado, sendo seguido por Arthur e Zarak. Assim que estes colocaram seus pés dentro do armazém, Murdock os atacou impiedosamente com suas espadas curtas.

Murdock conseguia causar muito dano nos personagens, porém Zarak entrou em seu frenesi de combate e se tornou um adversário terrível até mesmo para o habilidoso Murdock. Arthur ainda o atacava com golpes mágicos poderosíssimos deixando o ladino muito ferido. Murdock então orou para Hyninn, o deus da trapaça, para fazer Zarak atacar Arthur com toda a sua fúria. Agora não tendo mais que se preocupar com o bárbaro, que escolhera outro alvo, e nem com o mago, que acuado tentava fugir dos poderosos ataques de Zarak, Murdock se torna invisível para não ser novamente perseguido e abre a porta do armazém para tentar fugir. Neste momento, em frente à porta, Gwyn o ataca com sua espada inflamada. Apesar do poderoso ataque, Murdock conseguiu esquivar e passou pelo clérigo com suas acrobacias aéreas e foi se esconder no meio da população de Kannilar ainda invisível, ocultando totalmente o seu rastro.

Gwyn ajudou Arthur a conter Zarak até o bárbaro voltar a si e voltaram então até o palácio onde os regentes conferenciavam para contar a seus amigos sobre o a presença de Murdock na cidade. Entretanto, alguns assassinos se infiltraram no palácio dos regentes e tentou entrar na sala de reunião, porém, percebidos por Murlock, foram detidos por sua espada e pelo escudo e machado de Brutos.

Depois de terminada a batalha às portas da sala de reunião, a porta abriu e os regentes finalmente saíram. Shivara foi escolhida como nova Imperatriz do Reinado pelos demais monarcas e já utilizava a coroa que antes pertencia a Thormy. Shivara e os demais regentes se dirigiram ao parapeito do palácio para anunciar a população sobre a decisão do conselho e serem ovacionados pela população local. Neste momento, uma flecha vôo pelos céus de Kannilar em direção a Shivara, mas esta graciosamente esquivou da flecha sem muita dificuldade e logo os arqueiros responsáveis foram capturados pelos heróis do protetorado do Reino que já haviam sido informados sobre um possível ataque pelo regente de Zakharov, Walfengarr Roggandin.


O atentado foi impedido e, Shivara Sharpblade Yudennach, rainha dos reinos unidos de Trebuck e Yuden e regente temporária da coroa de Deheon, fora coroada a nova Imperatriz do Reinado e discursou aos presentes:

“O civilização de Arton Norte ainda existe e resiste! Tão forte como antes, mas sob uma nova e mais precavida liderança. O grande Rei-Imperador Thormy é um bom homem que me ajudou muito no passado. Espero poder ser uma grande mulher e imperatriz para poder honrar o legado e o sacrifício feito por Thormy.”

“Valkaria resistiu, e foi reconstruída, mais forte e mais preparada para ataques do que outrora. E tudo isso só foi possível porque bravos e corajosos soldados, aventureiros, nobres e plebeus lutaram pela cidade e pelo reinado contra os invasores.”

“Não vamos desistir, não vamos nos dar por vencidos! Estamos lutando contra muitos inimigos: a Tormenta, a Aliança Negra, a praga Coral e tantos outros. O império de Tauron é só mais um. E não é dos mais fortes!”

“Vamos meus súditos, meus amigos e meus companheiros! Vamos mostrar aos deuses e ao mundo a verdadeira força do Reinado!”

Todos gritaram em resposta: “Vida longa a imperatriz!”

O quê deu certo:

O furacão foi divertido! Acho que foi a primeira vez na aventura que eu explorei as forças da natureza e o resultado foi ótimo. Além disso, a batalha de massa contra o exército orc, apesar de ter sido totalmente improvisada, foi um sucesso! Vou tentar repetir batalhas assim mais vezes (e talvez com regras mais coerentes dos que a house rules que eu usei).

O quê pode melhorar:

O final. Toda a parte do atentado contra a Shivara foi totalmente improvisada e por isso acabou meio sem sentido ou meio simples demais para um evento de tamanha importância na história. Isto aconteceu porque eu não esperava que sessão fosse durar tanto e por isso não tinha preparado esta parte da campanha.

Personagens Jogadores

Arthur Selude (Jogador Raul)
Elfo mago que presenciou o assassinato de seus pais durante o ataque dos bugbears liderados por Throw Ironfist à cidade élfica de Lenórienn, decidiu entrar para um grupo conhecido como “Arqueiros de fogo” e buscar meios de destruir o general bugbear.

Brutos Magnus (jogador Ronye)
Anão guerreiro cujo trágico passado parece estar ligado à confecção de armas mágicas poderosas e cujo futuro caminha inevitavelmente para um confronto contra o maligno “T. Moghrodus”, que planeja forjar tais armas.

Gwyn (jogador Rafael)
Clérigo de Valkaria que descobriu que em suas veias corre sangue celestial e acabou desenvolvendo poderosas asas angelicais devido a sua herança planar. Qual a relação de seus pais com as criaturas angelicais e o quê fará com seus dons especiais herdados ainda é um mistério.

Murlock (jogador Fabricio)
Guerreiro que perdeu a memória e descobriu que seu irmão, Murdock, é líder de uma guilda de mercenários de Ahlen conhecida como “Eixa do Mal” que ajudara no ataque minotauro à Valkaria e apóia os planos de T. Moghrodus.

NCP Importantes

Ryurt Galvin
Membro do Protetorado do Reino em Valkaria. É o contato dos personagens com a organização e a pessoa que atribuí as missões e concede as recompensas aos personagens.

Rupert Galvin
Bardo irmão de Ryurt, ajudou a resistência de Pequena Colina e os personagens a derrotar os mercenários do Eixo do Mal liderados por Kratos. Atualmente é o protetor de Pequena Colina.

John Loveburst

Patriarca da família nobre de Valkaria, os Loveburst, acredita que sua filha Linda fora raptada pelos minotauros durante o ataque à Valkaria. Ofereceu aos personagens a mão de sua filha e o nome de sua família para quem recuperar sua filha em segurança.

Jorge Loveburst
Emissário de Lady Shivara para o reino de Namalkah, Jorge esta sendo escoltado pelos personagens de Valkaria até Palthar. Confessou-lhes que fugiu com sua prima Linda Loveburst para se casassem em segredo.

Cris
Menina élfica que apareceu em um pequeno vilarejo em Wynlla sem memória e fora adotada pelos moradores humanos do local. Misteriosamente, foi a única sobrevivente do ataque de um poderoso diabo ao vilarejo.

Minus
Taverneiro minotauro de Valkaria velho conhecido dos personagens cuja taverna serve de morada e centro de operações para os personagens quando estes estão em Valkaria.

Shivara Sharpblade Yudennach
Rainha dos reinos unidos de Yuden e Trebuck e regente temporária da coroa de Deheon. Esta contratando vários grupos de aventureiros para ajudar na reconstrução da cidade e do reinado após o ataque de Tapista.

Murdock
Irmão de Murlock, Murdock é o atual líder da guilda de mercenários de Ahlen conhecida como “Eixo do Mal”. Também se sabe que Murdock é um poderoso clérigo de Hynnin, deus dos ladinos.

Tileriel
Anjo nativo do plano de Khalmyr. Após perder a razão e atacar um templo da ordem de Khalmyr, fora expulso do plano material por Gwyn. Agora mantém contanto telepático com Gwyn para avisá-lo sobre movimentações de demônios e anjos no plano material.

T. Moghrodus
Não se sabe muito sobre esta misteriosa criatura além de que é muito habilidoso com magia e que está disposto a tudo para conseguir forjar poderosas armas mágicas com o minério conhecido como “Pedra da Lua”.

Elrion
Elfo arqueiro que pertence à organização conhecida como “Arqueiros de Fogo”.

Sophia
Clériga de Tana-toh que pertence à organização conhecida como “Arqueiros de Fogo”

Ninfadora
Elfa maga aluna da Grande Academia Arcana de Valkaria que fora aprisionada por um grupo de magos terríveis que fazia experiências com ogros. Foi libertada pelos aventureiros quando estes derrotaram tal grupo.

O garoto dos Owlbears
Salvado de um bando de Ownbears que atacaram sua casa pelos aventureiros. fora levado por Arthur até a grande academia arcana de Valkaria para iniciar estudos nas artes secretas da magia.

A Aventura

14- A exótica Sophand

Em nossa última aventura, nossos heróis derrotaram um poderoso diabo que fora acidentalmente conjurado por um mago em sua torre no reino da magia, Wynlla. Durante o combate contra a criatura abissal, Gwyn desenvolveu asas celestias, uma amostra do que sua herança planar é capaz. Nossos heróis continuaram então seu caminho, indo até Sophand, a capital do Reino, levando com eles a única sobrevivente do massacre acontecido no vilarejo, a menina elfa Cris.

Ao chegarem em Sophand, os personagens se impressionaram com a quantidade de torres de magos que existiam na cidade e com a exoticidade de seus habitantes. Gwyn, com suas recém adquiridas asas, não era o único alado na cidade. Na cidade existiam dezenas de seres exóticos: qareem, golens, mortos-vivos. A magia borbulhava nas ruas de Sophand.

Aproveitando o intenso comércio de itens mágicos da cidade, Arthur comprou uma capa encantada em das muitas lojas especializadas. Brutos visita a taverna mais normal que conseguiu encontrar e pediu a bebida menos estranha que eles serviam. Enquanto isso, Gwyn encontrou um elfo-do-céu na cidade e teve algumas breves aulas de voo, aprendendo o básico para pode manobrar no ar e voar em combates.

Murlock, que acompanhava Brutos em sua visita às tavernas locais, foi abordado por um homem, aparentemente velho, porém forte e muito mais alto que um humano normal. Este homem portava uma espada bastarda e desafiou Murlock para um duelo de habilidades com a espada. Habilidoso e orgulhoso de suas técnicas, Murlock aceitou o desafio e foi junto com o misterioso velho para fora da Taverna.

Após algumas rápidas demostrações de habilidades dos dois guerreiros, ficou evidente a superioridade do velho no manejo de Espadas Bastardas. O velho revelou que seu nome era Tyr, e que ele era um Mestre em Espadas Bastardas e um aventureiro aposentado. Tyr ofereceu treinamento a Murlock, porém Murlock disse que agora ele estava no meio de uma missão e não poderia demorar muito. Tyr então disse que tinha uma casa em Valkaria, deu o endereço a Murlock e pediu que ele o procurasse quando fosse a Valkaria.

Nossos heróis finalmente partem até para um das maiores maravilhas da cidade de Sophand e de toda Arton: "O palácio dos Portais". Este palácio criado e mantido pela ordem de magos conhecida como Portaleiros, mantém uma grande quantidade de portais mágicos espalhados por todo o Reinado (e além). Pagando-se uma gorda quantia de Tibares, é possível viajar de Sophand pra qualquer um dos muitos locais contemplados por um destes portais em instantes.

Como informar ao regente de Namalkah sobre o conselho do regentes era uma missão urgente, a coroa de Deheon pagou para o emissário de Shivara, Jorge Loveburst, e sua escolta um passagem de ida até a capital de Namalkar, Palthar. Após apresentar os papéis necessários aos magos da Ordem Portaleira e lhes passar uma pequena fortuna (5.000 Tibares de Ouro por cabeça!), nossos heróis entram no portal e são teleportados até Palthar. Os cavalos e a carroça onde os personagens viajam desde do inicio de suas aventuras, foi vendida em Sophand, pois eles não poderiam levá-los junto.

15- Ladrão de Cavalos

Após uma série de luzes e uma forte sensação de serem puxados pelo umbigo por um anzol, os personagens perderam a consciência por alguns segundos e, quando finalmente puderam sentir o chão sobre seus pés novamente, estavam em um lugar totalmente diferente. Abriram a porta para fora da sala de teletransporte onde o portal até Palthar estava localizado e se depararam com a grandiosa capital do reino dos cavalos.

Palthar pode parecer simples ou provinciana a primeira vista., porém é uma das mais impressionantes metrópoles de todo o Reinado. Não existem bairros pobres, ladrões e crimes em geral são demasiados raros. As casas, lojas, parques, templos e outras construções ocupam áreas enormes, porém são baixos (uma das características mais marcantes da arquitetura local), além é claro, de possuírem estábulos. Todos os transeuntes que nossos heróis conseguiam ver - sem exceção - andavam a cavalo. E estes cavalos, os cavalos de Namalkah, não são meros transportes de quatro patas: eles são os mais orgulhosos, velozes, fortes e celebres cavalos de todo o mundo conhecido. Tratados como irmãos pelos habitantes humanos e semi-humanos do reinado, custam uma verdadeira fortuna dentro, e principalmente, fora das fronteiras do reino. Porém, todos que já tiveram um cavalo de Namalkah dizem que estes valem cada Tibar.

Jorge finalmente se despede de sua escolta e ruma ao palácio real de Palthar, onde mora o rei Borandir Siloherom, para levar a mensagem de Shivara. Ele também leva a pequena Cris com ele, prometendo lhe arrumar uma casa com alguma das famílias nobres da Cidade.

Nossos heróis resolvem visitar uma taverna próxima. Ao chegarem na entrada da Taverna Ferradura de Hipion, nossos heróis se deparam com alguns cartazes de procurados.
Entre eles tínhamos um meio-orc procurado por ter assassinado toda uma caravana de homens e seus cavalos que rumava até Palthar (prêmio de 50.000 Tibares de Ouro, vivo ou morto); Um Goblin que havia roubado uma série de tavernas e estalagens na cidade (prêmio 5.000 Tibares de Ouro); Um minotauro meio-infernal identificado como "Kratos" e um humano identificado como "Mulock" por terem roubado um grande número de cavalos da família Siloherom (os nobres que governa o Reino e criam os melhores cavalos também) a 10.000 tibares de ouro cada um.


Ao saber que era procurado, Murlock decidiu entrar na taverna para obter mais informações sobre seu passado e tentar resolver seus problemas com as autoridades locais. Além disso, nossos heróis haviam matado Kratos anteriormente e iriam tentar obter a recompensa por sua cabeça. Assim que entraram na Taverna, um dos clientes identificou Murlock. Uma confusão se incia na taverna com os moradores de Palthar querendo linchar Murlock. Gwyn porém utilizou todo seu poder de persuasão para conseguir acalmar os moradores (e seus colegas de grupo também) até que um miliciano chegou na taverna atraído pela balburdia.

Gwyn contou a história de Murlock e de sua perda de memória, conseguindo convencer o miliciano a deixá-los partir da taverna e ir até a Central da Milicia da cidade conversar com o responsável pelos cartazes e resolver a situação de Murlock.

Uma vez na Central da Milicia (que ficava próximo do Palácio Real), Gwyn conseguiu convencê-los das boas intenções de Murlock, agora que perdeu sua memória e começara uma nova vida, graças a seus poderes divinos, que foram comprovados por um clérigo a serviço de Namalkah e ao depoimento de Jorge Lovebusrt que fora chamado para confirmar a história dos heróis. O chefe da milicia da cidade então aceitou tirar a recompensa pela captura de Murlock e ainda pagar aos heróis a quantia referente a captura de Kratos. Ele também deu um Salvo-Conduto para Murlock poder passar sem maiores problemas por todo o reino de Namalkah, caso fosse incomodado por algum aventureiro, miliciano ou cidadão que desejasse prende-lo e conseguir a recompensa.

Murlock também perguntou aos milicianos que investigaram o crime que ele cometera no passado, em busca de mais informações sobre sua memória perdida. Os milicianos disseram que que Murlock, juntamente com Kratos, tinham roubado uma fazendo próxima de Palthar que pertencia a família do Rei do Reino (Siliherom) e levado todos os cavalos adultos lá criados. Eles disseram que nenhum animal ou humano foi gravemente ferido ou morto durante a invasão. Isto havia acontecido há cerca de um mês antes do ataque dos minotauros a Valkaria.

16- O Dragão que comia cavalos

Depois de resolverem o problema de Murlock com as autoridades locais, nossos heróis resolvem visitar um dos locais mais movimentados da cidade: Os estábulos. “Os estábulos” é o nome dado a um conjunto de lojas especializadas na venda de cavalos, acessórios para criação de cavalos e outras mercadorias associadas. É como se fosse uma imensa feira agropecuária permanente.

Lá eles encontraram vários cavalos incríveis para comprar, porém, um dos cavalos chamou a atenção dos heróis e de todos os demais presentes. Seu nome era Fogo na Neve, um belo, majestoso, forte e inteligente corcel Branco cujo dono se orgulhava tanto, que não o venderia por menos de 100.000 Tibares de Ouro. Desprovidos de tamanha fortuna, nossos heróis desistiram de adquirir o cavalo e foram abordados por um senhor de idade que rondava a feira.

Ele se apresentou com Xico e disse que era um criador de cavalos que morava numa pequena fazenda distante das grandes capitais de Namalkah. Segundo Xico, sua fazenda e sua criação de cavalos estava sendo atacada por um terrível Dragão. Xico pediu aos heróis para expulsarem o Dragão antes que todos os seus belos cavalos fossem devorados. Apesar de não poder pagá-los, os personagens aceitaram a tarefa, uma vez que a fazenda do velho Xico ficava no caminho de seus destinos: O reino de Zakharov.

Depois de passarem a noite em uma estalagem simples, os heróis acompanhados de Xico partem para a fazenda do velho homem. Apesar de distante de Palthar, graças as bem-cuidadas e guardadas estradas do reino, nossos heróis conseguem alcançar a fazenda do velho Xico em uma semana sem nenhum problema. Lá na casa do velho, os heróis conhecem sua esposa, Maria, e são recebidos como filhos pelo casal de idosos.

Os heróis são convidados para um simples, porém farto e delicioso jantar, que consegue agradar até mesmo o refinado paladar de Arthur. Xico oferece aos personagens armas e equipamentos que antes pertenciam ao seu filho, que também era um herói aventureiro. Eram ótimas armas, algumas inclusive mágicas. Segundo Xico, aquela seriam as recompensas por expulsarem o Dragão.

Os heróis foram alojados no quarto de hospedes da velha fazendo para poderem dormir e se preparar para o desafio do dia seguinte. Por volta das 5 horas da manhã, nossos heróis são acordados por um terrível barulho fora da casa. Ao abrir a janela, eles se deparam com um jovem dragão vermelho pegando um Cavalo do estabulo do Velho Xico entre suas garras e voando até uma montanha próxima para poder devorá-lo.

Eles partem então até a montanha onde o Dragão se localizava, com suas magias e armas preparadas para enfrentar a terrível fera cuspidora de fogo. Ao chegar na montanha, resolvem ir até o topo dela, onde o dragão se encontrava, através de uma série de cavernas e grutas que ligavam o ponto mais baixo da montanha ao mais alto. Logo na primeira gruta da caverna, eles encontram um grupo de bugbears que aparentemente trabalhava para o Dragão como guardas de seus tesouros.

Brutos partiu para cima das criaturas com seus golpes trespassantes, enquanto Murlock atacava-os com poderosos e certeiros golpes nos pontos críticos dos monstros. Gwyn rezou para Valkaria para que aumentasse sua força e habilidade de luta, e partiu para cima das criaturas testando suas recéns adquiridas habilidades de combate aéreo. Arthur apenas observava a luta, lançando misseis mágicos com sua varinha nos monstros quando necessário, pois guardava suas melhores magias para o Dragão.

Após derrubar os bugbears, eles continuaram seguindo pela caverna, até encontrar uma grande área a céu aberto onde moravam dois Gigantes das Colinas. Os heróis partiram para cima dos dois. Apesar de conseguir causar muito estrago com seus golpes nos pontos críticos, Murlock sofrera colossais ataques das criaturas, precisando ser curado por Gwyn para não perecer em combate. Em seguida, Gwyn investiu pelo ar contra os Gigantes para evitar que chegassem próximos de Arthur, que lançava poderosos raios nos gigantes ainda economizando suas magias. Brutos corria por entre as criaturas disparando poderosos golpes e bloqueando as clavas dos gigantes com seu escudo de corpo. Murlock, depois de recuperado graças aos poderes divinos de Gwyn, partiu novamente para cima dos gigantes e os aventureiros finalmente os venceram.

Os heróis encontraram uma paredão que dava em um abismo na trilha que seguiam pelas cavernas, sendo necessário escalar ou voar para poder chegar no próximo nível do conjunto de cavernas. Gwyn conseguiu passar sem problemas graças as suas asas celestiais. Murlock conseguiu saltar até o próximo nível graças a suas grandes habilidades acrobatas. Arthur fez ele próprio e Brutos levitar até o próximo nível com a sua varinha de levitação, agora com metade de suas cargas já gasta. Uma vez no novo nível, nossos heróis se depararam com um terrível Wyvern que habitava a caverna e os atacou impiedosamente.

Brutos e Murluck cercaram o monstro e começaram a desferir poderosos ataques. Gwyn pediu forças a Valkaria e partiu para cima do monstro acertando em seus pontos críticos, aproveitando a cobertura dada por seus companheiros guerreiros. Arthur disparou alguns misseis mágicos contra a criatura. O Wyvern conseguiu ferir seus inimigos, porém logo caiu morto frente ao poder de nossos heróis. Eles já estavam praticamente a porta do Dragão Vermelho, e se prepararam para o embate final contra o réptil. Gwyn curou os poucos ferimentos de seus aliados e pediu para que Valkaria protegesse todos os presentes contra fogo. Arthur conjurou proteções magicas em seu corpo adicionais às preces, tornando-o quase imune a danos de fogo.

Quando finalmente estavam cara a cara com o Dragão, eles tentaram conversar com a fera, porém o orgulhoso dragão vermelho simplesmente os desprezou e os açoitou com seu poderoso sopro de fogo. Gwyn, Arthur e Murlock conseguiram evitar a maior parte do fogo, saindo quase ilesos do ataque mortal graças as suas proteções de fogo. Já Brutos, com sua armadura completa, não conseguiu evitar o sopro do Dragão e, mesmo protegido pelas preces de Gwyn, acabou ferido.

Arthur, que graças a seus estudos sobre a arte magica, sabia que dragões vermelhos eram fracos a magias de gelo, conjura uma poderosa tempestade de Gelo sobre a Criatura. Murlock investe contra o dragão e ataca um dos flancos da criatura com seus golpes certeiros, enquanto Brutos corre em direção ao outro franco para começar seu ataque. Gwyn pede proteção e forças à Valkaria e começa a se aproxima do dragão.

Finalmente alcançando o Dragão, Brutos afunda Razor no Dragão de um lado, enquanto Murlock perfura as duras escamas do dragão com sua espada bastarda. Arthur, impossibilitado de lançar mais magias no dragão sem atingir seus companheiros, conjura Velocidade sobre os presentes e busca uma posição mais adequada para lançar suas magias. Gwyn continua a se aproximar da criatura, pedindo ainda mais forças à Valkaria. O Dragão ataca com seus dentes, garras e calda Brutos e Murlock, deixando os guerreiros bastante feridos.

O dragão ataca os guerreiros novamente, concentrado seus ataques sobre Murlock deixando-o extremamente ferido. O Dragão só não matou Murlock pois este foi capaz de esquivar do ataque de calda proferido pelo Dragão. Tentando chamar a atenção do Dragão e livrar seu Companheiro das garras do terrível monstro, Brutos ataca com todas as suas forças o fanco do dragão. Arthur, agora bem posicionado, consegue lançar um poderoso Raio Elétrico na criatura, ferindo-a com severidade. Murlock, mesmo ferido, consegue atingir o dragão com sua espada. Gwyn cura Murlock com suas preses e finalmente consegue chegar na criatura.

Gwyn de um lado, Brutos do outro, e Murlock por trás, golpeiam violentamente o Dragão repetidas vezes graças a velocidade conferida a eles pela magia de Arthur. Gwyn, graças às suas preces a Valkaria é agora mais forte que os guerreiros, conseguindo causar grandes estragos ao dragão com sua espada elétrica e seus ataques aéreos. O dragão abre a boca e lança uma terrível rajada de fogo que atinge Brutos em cheio. Se não fossem as proteções magicas de Gwyn, Brutos teria caído ante ao sopro da vil criatura. Arthur também é atingido pelo ataque, porém suas proteções mágicas são tão fortes que quase não se machuca com o terrível sopro.

Arthur conjura outra tempestade de Gelo sobre o Dragão, que já sofria terrivelmente com o frio metal dos guerreiros e com o frio mágico do mago. Gwyn abdica de atacar o vil mostro para curar o quase moribundo Brutos. Brutos, depois de curado, ataca o Dragão, vencendo sua armadura de escamas com facilidade e atingindo sua carne. Murlock, por fim, atinge o monstro com um golpe super bem colocado de sua espada.


A fera tomba. Os heróis estão muito feridos e com suas energias mágicas exauridas. Mas venceram. Gwyn não permite que o Dragão seja morto, ao invés disso, ele cura o Dragão que vai embora humilhado por sua derrota para meros humanos e semi-humanos. Os aventureiros agora podem pilhar o tesouro do Dragão como bem intenderem.

O quê deu certo:
Gostei muito da forma como as cidades foram apresentadas aos jogadores. Consegui uma descrição legal dos lugares e das situações. Também gostei muito da reação dos jogadores em relação ao cartaz de procurado de Murlock, não fazia ideia do que iria acontecer naquele momento.

O quê pode melhorar:
A luta final contra o Dragão foi muito curta. Eu estava sem tempo também, pois teria que pegar o ônibus para São Carlos, ai não deu para deixá-la mais longa aumentando os pontos de vida do Dragão para que ele durasse mais.

Personagens Jogadores

Arthur Selude
Elfo mago que presenciou o assassinato de seus pais durante o ataque dos bugbears liderados por Throw Ironfist à cidade élfica de Lenórienn, decidiu entrar para um grupo conhecido como “Arqueiros de fogo” e buscar meios de destruir o general bugbear.

Brutos Magnus
Anão guerreiro cujo trágico passado parece estar ligado à confecção de armas mágicas poderosas e cujo futuro caminha inevitavelmente para um confronto contra o maligno “T. Moghrodus”, que planeja forjar tais armas.

Gwyn
Clérigo de Valkaria que descobriu que em suas veias corre sangue celestial. Qual a relação de seus pais com as criaturas angelicais e o quê fará com seus dons especiais herdados ainda são um mistério.

Murlock (?)
Guerreiro que perdeu a memória e descobriu que seu irmão, Murdock, é líder de uma guilda de mercenários de Ahlen conhecida como “Eixa do Mal” que ajudara no ataque minotauro à Valkaria e apóia os planos de T. Moghrodus.


NPCs Importantes

Ryurt Galvin
Membro do Protetorado do Reino em Valkaria. É o contato dos personagens com a organização e a pessoa que atribuí as missões e concede as recompensas aos personagens.

Rupert Galvin
Bardo irmão de Ryurt, ajudou a resistência de Pequena Colina e os personagens a derrotar os mercenários do Eixo do Mal liderados por Kratos. Atualmente é o protetor de Pequena Colina.

John Loveburst
Patriarca da família nobre de Valkaria, os Loveburst, acredita que sua filha Linda fora raptada pelos minotauros durante o ataque à Valkaria. Ofereceu aos personagens a mão de sua filha e o nome de sua família para quem recuperar sua filha em segurança.

Jorge Loveburst
Emissário de Lady Shivara para o reino de Namalkah, Jorge esta sendo escoltado pelos personagens de Valkaria até Palthar. Confessou-lhes que fugiu com sua prima Linda Loveburst para se casassem em segredo.

Minus
Taverneiro minotauro de Valkaria velho conhecido dos personagens cuja taverna serve de morada e centro de operações para os personagens quando estes estão em Valkaria.

Shivara Sharpblade Yudennach
Rainha dos reinos unidos de Yuden e Trebuck e regente temporária da coroa de Deheon. Esta contratando vários grupos de aventureiros para ajudar na reconstrução da cidade e do reinado após o ataque de Tapista.

Murdock
Irmão de Murlock, Murdock é o atual líder da guilda de mercenários de Ahlen conhecida como “Eixo do Mal”. Também se sabe que Murdock é um poderoso clérigo de Hynnin, deus dos ladinos.

Tileriel
Anjo nativo do plano de Khalmyr. Após o deus da justiça perder o posto de líder do panteão, Tileriel perdeu a razão e atacou um templo da ordem de Khalmyr e foi expulso do plano material por Gwyn.

T. Moghrodus
Não se sabe muito sobre esta misteriosa criatura além de que é muito habilidoso com magia e que está disposto a tudo para conseguir forjar poderosas armas mágicas com o minério conhecido como “Pedra da Lua”.

Elrion
Elfo arqueiro que pertence à organização conhecida como “Arqueiros de Fogo”.

Sophia
Clériga de Tana-toh que pertence à organização conhecida como “Arqueiros de Fogo”

Ninfadora
Elfa maga aluna da Grande Academia Arcana de Valkaria que fora aprisionada por um grupo de magos terríveis que fazia experiências com ogros. Foi libertada pelos aventureiros quando estes derrotaram tal grupo.

O garoto dos Owlbears
Salvado de um bando de Ownbears que atacaram sua casa pelos aventureiros. fora levado por Arthur até a grande academia arcana de Valkaria para iniciar estudos nas artes secretas da magia.

A Aventura

10- A embosca, o cipó e o anão voador.

Na última sessão, nossos heróis estavam escoltando Jorge Loveburst, o emissário de Lady Shivara para o reino de Namalkah, até Palthar, a capital de Namalkah. Entretanto, ao invés de rumar diretamente para Palthar, estavam se dirigindo até Sophad, capital do reino de Wynlla, para pegar um portal mágico direto até Palthar, pois deste modo a viagem serie muito mais breve.

Enquanto faziam seu trajeto entre Valkaria e Sophad na carroça que haviam adquirido há algum tempo, encontraram a estrada principal obstruída por uma barricada de árvores e por buracos. Como havia uma trilha larga o bastante para passarem com a carroça que passava pela floresta e contornava a obstrução até o outro lado da estrada, os personagens decidiram tomar esta trilha. Depois de se embrenharem na mata, avistaram um homem amordaçado e amarrado em uma árvore. Os personagens o libertaram e ele lhes disse que se não quisessem ficar amarrados e amordaçados como ele, deveriam entregar todos os seus pertences. Como se recusaram, foram surpreendidos por várias flechas disparadas por bandoleiros escondidos em meio à mata.

Por estarem escondidos, os bandoleiros conseguiram dar poderosos ataques furtivos que feriram gravemente Gwyn e Arthur. Os heróis conseguiram identificar a origem da maioria dos disparos e partiram para o contra-ataque: Murlock escalou uma árvore próxima onde estava escondido um dos bandoleiros; Brutos virou sua fúria contra o bandoleiro que eles haviam libertado que os ameaçava com uma adaga; Gwyn preferiu orar a Valkaria para curar seus ferimentos e Arthur conjurou uma poderosa bola de fogo na região onde se encontrava a maioria dos bandoleiros, porém quase não conseguiu ferir seus alvos, pois os bandoleiros eram donos de uma habilidade de evasão fantástica e evitaram a explosão da magia de Arthur.

As flechas continuavam vindo e para evitar se machucar, Gwyn e Arthur conjuraram magias de proteção contra flechas poderosas que os tornaram virtualmente imunes aos ataques dos bandoleiros. Brutos terminou de matar o bandoleiro de adaga com uma série de golpes poderosos de seu machado, o Razor, enquanto Murlock agarrou o bandoleiro que estava na árvore que ele escalara e o arremessou com tamanha fúria sobre o bandoleiro da árvore adjacente que o fez perder o equilíbrio, cair no chão e ficar inconsciente com o impacto da queda.

Gwyn rezou a Valkaria para ungir Brutos com a capacidade de Voar. Brutos, o anão-voador, partiu para cima de um bandoleiro com um velocidade incrível e desferiu um poderoso ataque sobre o bandoleiro que terminou de ser derrotado por mísseis mágicos disparados por Arthur. Murlock, sob uma chuva de flechas, saltou até a árvore adjacente e desferiu um golpe poderoso com sua espada sobre o bandoleiro que arremessara anteriormente, terminando de eliminá-lo.

Brutos, enquanto bloqueava todas as flechas com seu escudo de corpo, voava entre os bandoleiros derrubando um a um com seus poderosos golpes. Arthur lançava seus projeteis arcanos contra os bandoleiros ajudando Brutos a derrotá-los. Gwyn corre até Murlock para curá-lo, pois este se encontra muito ferido. Murlock agarra um cipó e faz um ataque em pendulo contra um bandoleiro com a sua espada causando um estrago considerável, porém outro bandoleiro atira uma flecha na base do cipó que sustenta Murlock o fazendo cair no chão, felizmente Gwyn estava lá para curá-lo com suas preces.

Os bandoleiros acabaram sendo derrotados graças aos ataques poderosos do anão-voador, aos mísseis mágicos certeiros de Arthur e aos ataques realizados por Murlock, agora curado e abençoado por Gwyn. Os bandoleiros foram amarrados e Gwyn os estabilizou para que não morressem os que ainda estavam vivos depois do embate contra nossos heróis. Os bandoleiros concordaram em revelar onde escondiam o dinheiro que conseguiram coletar se os personagens os deixassem viver, um dos bandoleiros então desenterrou um baú que continha 20.000 moedas de ouro e entregou aos personagens que continuaram sua jornada até Sophad.

11- O ataque dos werewolfs e os pesadelos élficos.

Graças à luta contra os bandoleiros da embosca, os personagens estavam exaustos e Brutos e
Arthur estavam sem boa parte de suas magias. Eles então decidiram acampar no meio da estrada para descansar e recuperarem seus poderes místicos. Brutos, o menos ferido entre todos os heróis, foi escolhido para ficar de vigia enquanto seus companheiros descansavam.
Durante a noite, Brutos escuta uivos de lobos próximos e decide acordar seus companheiros. Os uivos se intensificam, porém, devido ao negrume da noite e a densidade da floresta, os heróis não são capazes de identificar suas origens. Gwyn evoca seu poder de Luz do Dia que ilumina toda a floresta os personagens percebem que estão cercados por 6 werewolfs que os atacam ferozmente.

Os werewolf possuíam uma incrível habilidade de ignorar o dano causado pelas armas dos personagens, porém não eram muito fortes e mesmo conseguindo morder todos os personagens algumas vezes, não causaram muito estrago. Arthur resolveu conjurar vôo sobre si mesmo para evitar ser mordido pelas criaturas e lá de cima as alvejar com seus mísseis mágicos. Gwyn não conseguiu utilizar a maioria de suas magias, pois as criaturas o atacaram sempre que ele começava suas preces à Valkaria e resolveu os atacá-los com sua espada flamejante. Brutos e Murlock desferiram vários golpes com suas poderosas armas nas criaturas.

Os werewolfs acabaram cedendo aos ataques sucessivos dos nossos heróis e, ao caírem mortos no chão, assumem a forma de seres humanos normais, provavelmente plebeus que foram infectados pela licantropia. Sabendo da possibilidade de que os personagens mordidos pudessem ter adquirido licantropia, Gwyn orou a Valkaria para poder conjurar Remover Maldições nele e em seus três companheiros antes de continuarem a viagem.

No dia seguinte, nossos heróis encontram um grupo de Patrulheiros da Deusa, uma ordem de cavaleiros que vigia e protegem as fronteiras de Deheon, o que sinaliza que a fronteira com Wynlla esta próxima. Os personagens contaram aos Patrulheiros sobre os bandoleiros e sobre os werewolfs e eles prometeram que iriam investigar. Eles também disseram que este não era o primeiro relato de ataques de werewolfs na região.

Os personagens continuaram a viagem, cruzaram a fronteira com Wynlla e caminharam por mais dois dias por solo Wynlliano. Durante a noite do primeiro dia, Arthur, que resolveu ficar de vigia enquanto seus companheiros descansavam, começou a sentir uma desoladora sensação de vazio, de abandono, como se algo muito importante tivesse desaparecido, como se algo estivesse faltando no universo. Como se alguma coisa ou alguém que o acolhia e o protegia tivesse deixado de existir. Quando seus companheiros acordaram relataram que haviam tido pesadelos terríveis onde viam elfos sendo massacrados por demônios da Tormenta.

Todos os heróis sentiam o vazio, o abandono, porém este sentimento era muito maior em Arthur do que em seus companheiros. Na segunda noite, Murlock foi escolhido para ficar de vigia enquanto os demais personagens dormiam. Quando acordaram, relataram novamente seus pesadelos. Gwyn e Brutos sonharam novamente com elfos e Tormenta, enquanto Arthur viu a deusa dos elfos, Glórienn, fugindo de seu plano e pedindo proteção ao Deus Maior da Força, Tauron, que a transformou em sua escrava.

Gwyn, que possuía maiores ligações e conhecimentos sobre assuntos relacionados aos deuses, deduziu que os demônios da Tormenta tomaram o plano de Glórienn e que Glórienn fugiu de seu plano e pediu abrigo a Tauron. Com isto, Glórienn deixou de ser uma deusa maior, o que causou a sensação de vazio e abandono sentida por todos.

12- A torre em chamas e o retorno de Tileriel.

Com Arthur ainda abalado, os personagens prosseguem sua viagem até Sophad e avistam uma Torre de Mago pegando fogo ao longe e que exalava uma áurea maligna. Os heróis correm até a torre para tentar ajudar e, quando chegam perto, verificam que o pequeno conjunto de casas que circunda a torre também estava destruído e que criaturas estranhas, que mais tarde Arthur identificou como um tipo de diabos, vagavam por entre as casas.

Arthur fulmina as criaturas com uma bola de fogo e os heróis começam a procurar por sobreviventes nas casas semi-destruídas. Na maioria das casas eles apenas encontram destroços e corpos de pessoas assassinadas pelos diabos, porém, uma destas casas aparentava estar intacta e estava com sua porta trancada. Após Murlock violar a tranca os personagens descobrem que a casa realmente estava intacta e que havia uma menina escondida embaixo da cama. Após muita persuasão, Gwyn consegue convencer a menina a sair de baixo de cama e contar o que aconteceu com o vilarejo.

Cris, era uma menina elfa que não aparentava ter mais que 7 anos humanos. Ela disse que na torre residia um mago rico que realizava várias experiências e estudos arcanos. A pequena vila que se formou em volta da torre fornecia matéria prima para os experimentos do mago. Segundo Cris, na noite do dia anterior, as várias criaturas surgiram de dentro da torre e saíram começaram a matar todos os moradores da vila e foi neste momento que Cris trancou a sua casa e se escondeu debaixo da cama.

Questionada sobre seus pais, Cris contou aos heróis que chegou a cidade quando ainda era muito nova e, como não sabia falar nem o seu próprio nome, fora adotada pelos moradores do vilarejo que a tratavam como uma filha e lhe deram o nome de Cris.

Os heróis decidem deixar Cris sob os cuidados de Jorge Loveburst e ir até a torre verificar o que aconteceu com o mago. Eles entregam a Jorge uma besta encantada para que ele se proteja e projeta Cris caso algum diabo remanescente aparecesse e partem para a torre. A porta estava escancarada e os personagens entram sem muitas dificuldades.

Assim que colocou os pés dentro da Torre, Gwyn ouviu uma voz etérea e andrógena, porém familiar, em sua cabeça que disse:

“A ordem ainda não foi restabelecida, e cada vez mais o caos impera nos planos dos deuses”
“Alguns abissais estão aproveitando a falta de ordem para entrar no mundo dos mortais”

Gwyn tentou perguntar a voz quem era ela e recebeu a resposta: “Sou aquele cuja sua coragem me trouxe de volta a razão, os mortais me chamam de Tileriel”. Gwyn deduziu que este era o anjo louco que ele havia banido de um templo de Khalmyr há algum tempo atrás. Gwyn ainda trocou mais alguns pensamentos com o anjo e descobriu que o mago da torre da havia realizado alguma magia de evocação de criaturas de outros planos simples, porém a criatura que surgirá era um diabo poderoso que subjugou o mago e criou toda a confusão na cidade. Tileriel também disse que iria fazer de tudo que estivesse ao seu alcance para auxiliar os heróis a derrotar o demônio, porém, como ele não estava no plano material, não seria de grande ajuda.

Brutos arromba a porta que dava para o segundo andar da Torre e os heróis se depararam com
mais um grupo de diabos iguais aos que eles enfrentaram anteriormente. Brutos com Razor, Murlock com sua espada bastarda, Gwyn com sua espada flamejante e Arthur com seu arco e suas magias derrotaram as criaturas sem dificuldade e partiram para o próximo andar da torre onde encontraram ursos negros abissais. Novamente a batalha foi rápida, pois os personagens eram bem mais poderosos que as criaturas abissais.

Quando chegaram ao terceiro andar, os personagens se depararam com dois diabos enormes. Brutos e Murlock partiram pra cima deles com suas armas em punho, porém mal os conseguiam ferir, pois eram muito resistentes a ataques de armas comuns. Arthur conjurou a magia Velocidade sobre seus companheiros aumentando consideravelmente suas habilidades de combate, o que permitiu que Brutos e Murlock derrubassem um dos inimigos com seus golpes combinados. Enquanto isso, Gwyn concentrava toda a sua devoção em valkaria em preces para aumentar seu poder e, quando finalmente partiu pra cima do diabo restante, o fulminou os poderosos golpes de sua espada abençoados por Valkaria.

13- O anjo negro

Os heróis finalmente chegam ao último andar da torre. Lá, além do corpo inconsciente do mago
responsável por conjurar o diabo, havia um criatura de aspecto terrível. Lembrava um anjo, porém com asas negras e com uma presença maligna que era possível se sentir no ar. Ela carregava um poderoso arco longo composto em chamas e um sorriso debochando em sua face. O diabo sabia ler a alma dos heróis e percebeu que Arthur era o mais fragilizado, devido à queda de Glórienn, e o provocou dizendo que sua deusa agora era uma prostituta de Tauron. Arthur se irritou partiu para cima do diabo e uma batalha terrível começou.

A presença terrível da criatura era tão forte que fez que Brutos fugir desesperadamente escada a baixo apenas por ver a criatura mesmo com toda a bravura existente no guerreiro anão. Ela levantou suas asas abissais e vôo até ficar de frente para Murlock. Gwyn tentou amaldiçoar a criatura, porém tamanha era a maldade do diabo que a maldição não surtiu efeito. Arthur conjura uma proteção mágica contra flechas temendo ser alvejado pelo diabo alado.

A criatura utiliza sua presença sinistra para tentar afugentar Murlock, porém o guerreiro resiste ao olhar maligno da criatura bravamente. Gwyn consegue paralisar a criatura com suas preces a Valkaria e, aproveitando a imobilidade do diabo, Murlock agarra-o e atira-o pela parapeito da torre, fazendo-a despencar de lá de cima. Murlock pega a besta de Arthur e começa a disparar setas no diabo, enquanto Arthur dispara suas mais poderosas magias sobre o diabo em queda. Gwyn por sua vez conjura voar sobre si mesmo e se atira no ar contra o diabo.

Enquanto era alvejada por bolas de fogo e setas, o diabo consegue com muito esforço se livrar da paralisia imposta por Gwyn e consegue abrir suas asas e se recuperar no ar, partindo para cima de Gwyn que mergulhava freneticamente em direção ao diabo. Gwyn, mesmo naquela difícil situação, consegue novamente paralisar o diabo graças a suas preces à Valkaria.

O chão se aproxima, não há mais tempo para conseguir dispersar a paralisia, e o diabo se estatela no chão, quebrando a maior parte de seus ossos abissais. Gwyn, ainda em mergulho, lança sua espada longa flamejante em direção ao coração do diabo, o perfurando e pondo um fim a vida da criatura das trevas.

Para evitar que seu companheiro se estatelasse no chão, Arthur utilizou seu cajado, o Selude, para conjurar Queda Suave sobre Gwyn, que pousa de forma segura sobre o chão.
O diabo havia morrido. Mas a aventura de nossos heróis ainda não terminou.
(Só acabou o tempo da sessão).

O quê deu certo:
A história foi legal, a maioria das encontros foi bastante interessante também. Gostei bastante da resposta dos jogadores aos eventos (principalmente sobre a Glórienn).

O quê pode melhorar:
O tempo. A sessão foi curta e isto esta atrasando um pouco o desenrolar da história. Além disso acho que ter colocado tantas criaturas com redução de dano numa mesma aventura foi bastante cansativo para os jogadores.

Saudações nobres e não-tão-nobres amigos.

Quem voz fala é o mais famoso e garboso bardo de tudo reino de Fortuna e além (não confunda com Ahlen, por favor, odeio aquele lugar): Fallyrion, o primeiro, único e inesquecível.

Estou aqui mais uma vez aqui sobre o manto de Tenebra para elucidar os presentes com os relatos da continuação das aventuras de um grupo de aventureiros lá da grandiosa cidade sob a deusa: Valkária.

Personagens Jogadores:

Quem são estes aventureiros? Ora, vocês já conhecem a maioria!

Temos Arthur Seludiam, um elfo mago que nasceu em Lenórienn e após presenciar o assassinado de seus pais durante o terrível ataque de Thwor Ironfist, decidiu dedicar sua vida a encontrar a “Flecha de Fogo”, seja ela o que for e custando o que custar.

O anão guerreiro Brutos Magnus, cujo trágico passado parece estar ligado a um antigo e secreto processo de fabricação de armas magias poderosíssimas e cujo futuro caminha inevitavelmente para um confronto contra terríveis seres que planejam forjar tais armas.

Gwyn, clérigo de Valkária que descobriu que o sangue que corre em suas veias possui traços celestiais. Qual a relação de seus pais com os seres extra-planares ou o quê ele irá fazer com os dons excepcionais que herdou ainda são um mistério.

Mas nem todos neste grupo são de raças exóticas meus amigos, temos também o assim chamado Mordiskien. Este guerreiro humano perdeu suas memórias durante o ataque de Tapista à Valkária e vem aos poucos desvendando os mistérios de seu passado e sua relação com a perigosa guilda de Ladrões e Assassinos conhecida como “Eixo do Mal”.

E por fim, temos a mais nova integrante deste grupo: Nina, a ranger humana. Ainda não se sabe muito sobre ela, além de que é uma exímia arqueira, é acompanhada por um majestoso tigre-das-neves e possui um ódio mortal por minotauros.

Aventura:

7- O Pronunciamento de Lady Shivara

Pois bem amigos, não sei quantos de vocês ainda se lembram de como terminou meu último relato, mas lá estavam Gwyn, Brutos, Arthur e Mordiskien em uma antiga construção anã abandonada. Mordiskien procurou por entre os restos mortais dos minotauros derrotados e acabou encontrando uma carta, cujo conteúdo vou enunciar a todos:

“Caro Kratos.

Antes de mais anda quero agradecê-lo pelos excelentes serviços prestados pelo Eixo do Mal. Sem a ajuda prestado por vocês em nosso último encontro em Zakharov, provavelmente não teríamos obtido sucesso na primeira fase do meu plano.

Estou novamente requisitando seus serviços para dar prosseguimento com meu plano. No vilarejo de Pequena Colina, ao sul de Valkaria, existem antigas ruínas anãs. Segundo as canções e lendas do meu clã, nestas ruínas existe um metal muito raro chamado “Pedra da Lua”.
Gostaria que vocês conseguissem uma boa quantidade deste metal para mim. Como sempre, não importam os meios que vão utilizar e, como da última vez, o pagamento será a generosa quantia de 1.200 Tibares de Platina.

Me encontre na Taverna do Corvo Sego em Valkaria no dia 15 de Lunaluz a meia-noite para entregar o metal e receber o pagamento. Estarei sentado próximo a lareira.

T.M."


Além desta carta, Brutos encontrou vários textos escritos em língua anã bastante arcaica. Este bardo aqui não domina o idioma anão e muito menos suas formas arcaicas, porém, em bom Valkar, as runas encontradas por Brutos significavam:

“Quando Tenebra e Khalmyr criaram os anões”
“Tenebra resolveu dar a seus filhos um presente, a pedra da lua”
“Khalmyr confiou ao clã Hograt o segredo de como moldar a pedra”
“Ao clã Moghrodus ensinou a criar poderosas armas com as pedras da lua”
“Pois, se uma guerra estoura-se, os anões estariam preparados”


Depois de terminar de investigar as ruínas, os personagens voltaram à superfície. Eles deixam a tarefa de reconstruir a cidade a cargo de Rupert, o bardo que, apesar de muito prestativo, não chega aos pés deste que voz fala em talento ou beleza.

Antes de finalmente botarem o pé na estrada, nossos valentes heróis se deparam com uma belíssima mulher, acompanhada de um imponente tigre e um ameaçador arco. Nossos heróis descobrem que o nome da mulher era Nina, e que era uma ranger que possuía um ódio mortal por minotauros. Ela ouvira boatos de que a Pequena Colina estava infestada destes seres chifrudos e fora até lá brincar de tiro-ao-alvo-chifrudo.

Ela ficou um pouco decepcionada ao saber que nossos heróis já haviam dado cabo de todos os minotauros de Pequena Colina. Quando Nina já estava quase indo embora, Mordiskien a convenceu de que ela se unisse a eles, iria encontrar muitos minotauros para poder afiar suas flechas. Nina aceitou a proposta e se junto aos heróis.

Assim que chegaram a Valkária, nossos heróis perceberam que a cidade estava muito diferente da última vez que vislumbraram a estatua da deusa da humanidade. Valkária já estava completamente recuperada dos estragos da batalha. A maior metrópole de Arton já cicatrizara a ferida deixada por Tapista e a população já havia recuperado sua coragem, seu orgulho e seu gosto pela vida.

Mas era claro que isto iria acontecer! Estamos falando de Valkária! Além de ter um exército de magos muito bem treinados para concertar a cidade e o maior número de heróis de todo o reinado, a cidade ainda contava com a presença “inspiradora” de Lady Shivara Sharpblade Yudennach e da estatua da própria Valkaria libertada!

Nossos heróis correram até o protetorado reportar o resultado de sua missão a Ryurt e encher seus bolsos com as moedas de platina da recompensa e, ao chegar lá, encontram um Ryurt diferente. Ao invés de sua cota de malha habitual, Ryurt estava usando uma elegante armadura cerimonial. Ele recebe os personagens de forma enérgica, houve seus relatos e lê a carta de contratação de Kratos pelo misterioso T.M. Depois disto lhes entrega uma recompensa bem gorda e diz que no momento as missões que ele tinha acabaram, porém, depois do pronunciamento de Lady Shivara que aconteceria naquela noite, novas missões estariam disponíveis.

Mordiskien pergunta e Ryurt se ele sabe alguma coisa sobre o “Eixo do Mal”. Ryurt responde que existe uma famosa guilda de ladinos e assassinos em Ahlen, o reino da intriga (como eu odeio este lugar!), com este nome e que ninguém sabe ao certo onde fica sua base de operações principal.

Ainda naquele mesmo dia, os personagens vão a Taverna do Minotauro e, após uma boa rodada de hidromel regada com os agradáveis sons de colegas de profissão meus não muito talentosos, encontram o nobre que pagava por chifres de minotauros. Nossos heróis carregavam uma verdadeira coleção de chifres desta vez: chifres pequenos, grandes, queimados, cortados, esmagados e até mesmo um chifre de um minotauro meio-abissal. Impressionado com a quantidade de minotauros mortos e com os bolsos muito mais leves após pagar a recompensa aos personagens, ele decide abrir o jogo com nossos heróis.

Ele revela que seu nome é John Loveburst e que sua filha, Linda Loveburst, desaparecera durante a Invasão de Tapista e ele acredita que ela fora raptada como escrava por algum minotauro. Ele prometeu a mão de sua bela filha (que vinha junto com um titulo de nobreza e com a fortuna dos Loveburts) a quem recuperasse sua filha sã e salva das vis criaturas bovinas. Apesar de interessados na proposta de John, nossos heróis tinham assuntos mais urgentes para tratar ainda naquele dia: o discurso de Lady Shivara.

Arthur resolve ir até a biblioteca de Tanna-toh, a segunda maior biblioteca de Arton tentar conseguir mais informações sobre o “Eixo do Mal”. Se alguém ai tiver interesse em saber a primeira, e só pagar um bom vinho élfico que este bardo revelará com prazer...

Ninguém?

Ok, eu falo mesmo com minha garganta seca: A biblioteca livre de Zorus, em Sophand, capital do reino da magia. Continuando... seus ingratos.

Arthur acha um livro enorme sobre as guildas de Ahlen e resolve ficar lá a noite toda terminando seus estudos. Enquanto isso, os demais heróis colocam suas melhores roupas e vão até a frente do Palácio Imperial de Valkaria para ouvir o pronunciamento da Lady Shivara Sharpblade Yudennach.

Depois de um pouco de espera e uma garbosa introdução dos feitos e títulos de nobreza de Lady Shivara, ela finalmente aparece e é ovacionada pelo publico. Ela contou a todos os presentes sobre a criação do Império de Tauron. Uma nova organização política composta pelos reinos dominados por Tapista: Petrynia, Hershey, Collen, Ahlen, Tollon e também pelo próprio reino de Tapista. E pasmem meus colegas fortuneses, Fortuna também esta agora sob domínio do Império de Tauron.

Lady Shivara também contou aos personagens que o Rei-Imperador Thormy e a Rainha Rhavana se oferecem como reféns ao Princep Aurakas para cessar o derramamento e interromper a guerra. Com isto o posto de Rei-Imperador do que restou do Reinado estava vazio e Lady Shivara estava organizando um conselho com todos os regentes dos reinos livres para determinar quem será o novo regente. Este conselho seria realizado na capital de Yuden, Kannilar, por motivos de segurança.

Shivara por fim disse que iria enviar emissários a todos os reinos e que estava contratando grupos de aventureiros para atuar como escolta destes emissários e que os interessados deveriam procurar o Protetorado do Reino. Shivara abriu espaço para perguntas dos populares e respondeu algumas perguntas, inclusive alguns feitas por Gwyn.

Enquanto isto, lá na biblioteca, Arthur escuta duas pessoas conversando sobre a profecia de Thwor Ironfist. Ele tenta seguir estas pessoas mas é logo percebido e acaba revelando sua história para os dois. Os dois se identificaram como sendo Elrion, um elfo ex-residente de Lenóirenn, e Sophia, uma clériga de Tanna-Toh, e disseram que eram membros de um Grupo Conhecido como “Arqueiros de Fogo” que investigavam a profecia e buscavam pela Flecha de Fogo. Eles também revelaram a Arthur que o reinado ter sido quebrado em duas novas organizações políticas estava relacionado com o verso da profecia que dizia: “Um rei dividirá sua coroa em dois”.

Arthur pediu para entrar no “Arqueiros de Fogo”, porém Sophia disse que eles só aceitavam novos integrantes no dia 13 de Altossol (mesmo dia da queda de Lenórienn) e que Arthur os devia procurar próximo desta data no Bairro Élfico de Valkaria, caso ainda tivesse interesse em entrar para o grupo.

Nossos heróis se reuniram na Taverna do Minotauro para conversar sobre o dia seguinte (Lunaluz, 15, o dia de encontrar T.M. na Taverna do Corvo Cego), compartilhar as experiências da noite e descansar também, afinal, tirando alguns golens, ninguém é de ferro!

8- O Construto de Carne e o Goblin Escravo

No dia seguinte, pouco antes da meia noite, nossos heróis já estavam no Corvo Cego. A taverna estava completamente vazia a não ser pelo taverneiro, um homem meio velho e com um olho faltando. Eles se posicionaram estrategicamente esperando a chegada de T.M. Mordiskien sentou-se na mesa próxima a lareira, Nina e Arthur em uma mesa próxima a janela, Brutos perto da porta e Gwyn no balcão, no meio da Taverna.

Uma criatura vestindo um manto preto que cobria totalmente o seu corpo e com o arquétipo físico de um anão entrou na taverna e foi logo sentar-se à mesa próxima a lareira e começou a conversar com Mordiskien. A conversa foi curta, com Mordiskien percebendo que a criatura era na verdade uma espécie de construto feito de Carne e com a criatura (ou na verdade, o controlador da criatura) percebendo que Mordiskien não estava ali representando o Eixo do Mal. Uma batalha começou.

Nina dispara uma frenética rajada de flechas contra a criatura. Arthur conjura poderosos mísseis mágicos, porém descobre que a criatura era imune a maior parte de suas magias e começa disparar flechas nela. Gwyn reza a Valkaria pedindo forças para ele e seus companheiros e parte para cima do construto com sua espada flamejante. Brutos corre até a criatura com seu machado em punho e desfere poderosos golpes e Mordiskien a açoita com sua poderosa espada.

Apesar de resistente, o construto logo é derrubado. Os personagens interrogam o taverneiro e constatam que ele não sabe de nada sobre a criatura, o eixo do mal ou sobre T.M., porém revela aos personagens o boato de que vários mendigos da cidade haviam desaparecido nos últimos dias (provavelmente a matéria prima do construto de carne).

Nina usa suas habilidades de sobrevivência para seguir os rastros do Construto e descobrem que ele havia saído de um beco próximo a Taverna. No beco encontraram várias roupas de mendigo e pegadas recentes de alguma criatura de tamanho pequeno. Eles deduzem que alguma coisa estava controlando o construto à distância e quando ele foi destruído fugiu do local.

Novamente seguindo pegadas, eles acabam adentrando na Favela dos Goblins (um lugar muito sujo e nojento em Valkaria onde moram os goblins da cidade... não visitem). As pegadas ainda acabaram os levando para dentro de uma animada Taverna cheia de Bugbears, um goblins que tocava seu alaúde sem grande habilidade e dois anões que enchiam a cara com uma cerveja de quinta categoria.

Gwyn queria utilizar seus poderes no local para impedir que os presentes mentissem e poder interrogar todos os presentes em busca de pistas. Os bugbears se recusaram com veemência e Nina os ameaçou. O estrago estava feito! Os bugbears atacaram os personagens ferozmente e uma grande batalha começou. Os anões beberrões e o goblin menestrel aproveitaram a oportunidade para fugir e foram perseguidos respectivamente por Gwyn e Brutos.

A luta na taverna foi bem fácil. Mesmo estando em maior número, Nina e seu lobo, Arthur e Mordiskien fizeram um estrago na taverna e nos bugbears que os atacaram. Gwyn não conseguiu nenhuma informação com os anões que aparentemente estavam sem grana para uma taverna melhor e foram encher a cara na favela dos Goblins. Já Brutos, após mais de meia hora de perseguição ao goblin, finalmente conseguiu capturá-lo quando a criaturinha imunda se cansou.

Novamente se reunindo da Taverna do minotauro (o QG oficial da trupe em Valkaria), os personagens interrogaram o goblin e descobriram que ele havia sido comprado por uma criatura com estatura e aparência de um anão que escondia seu rosto com uma capa e emanava uma presença sinistra. O dono do goblin havia criado o construto através de vários mendigos que ele capturara por Valkaria e deu ao goblin um anel que permita a ele controlar o construto. O goblin também estava usando uma coleira de controle, que o forçava a obedecer a ordens dadas pela pessoa que lhe colocou a coleira. Por fim, o goblin disse que depois de conseguir as Pedras da Lua, era pra levá-las até uma mansão que ficava no bairro residencial de Valkaria.

Nossos personagens removeram a coleira do goblin e vão até a mansão para investigar melhor. Arthur entrou na mansão invisível junto ao goblin e procurou por pistas sobre seu dono por toda a casa. Ele descobriu que a mansão pertencia a uma importante família nobre, chamada Moghrodus. Além disso, ele encontrou um pedaço de papel com alguns lugares anotados: “Zakharin” (capital do Reino de Zakharov), “Pequena Colina” e Hograterinn - Lamnor” (um local que nem mesmo este sapiente bardo sabe precisar a localização).

9- A Viagem até Palthar

Nossos heróis perceberam que as pistas sobrea T.M. (provalmente T. Moghrodus) estavam esfriando e decidiram pegar uma missão de escolta de emissários com o protetorado do Reino, de preferência para algum reino que ficasse próximo a Zakharov para que pudessem continuar a investigação. Como eles haviam demorado quase dois dias para pegar a missão de escolta, somente dois emissários ainda não haviam partido: um que iria para Portsmout e outro iria para Namalkah. Como Namalkah é mais próximo de Zakharov, os personagens decidiram acompanhar o emissário que iria até a capital de Namalkah, Palthar.

Antes de partirem os personagens gastaram uma pequena fortuna (não nosso querido reino, me refiro a muitos tibares!) em armas e itens mágicos nas lojas de Valkaria que já estavam quase completamente recuperadas do ataque dos minotauros.

Eles finalmente partiram acompanhando Jorge Loveburst, um jovem nobre de Valkaria. Seu sobrenome, para aqueles de vocês que ainda não perceberam, é o mesmo John e Linda Loveburst, o nobre da Valkaria que odeia minotauros e sua filha supostamente raptada. Após alguns dedos de prosa e um pouco de violência... digo, técnicas para se extrair respostas, descobriram que Linda não havia sido raptado pelos minotauros coisa nenhuma! Ela e Jorge estavam apaixonados, porém seu amor era impossível, pois John queria casar sua filha com algum nobre rico e aumentar ainda mais sua influência e fortuna. Aproveitando a deixa do ataque de Tapista, Linda fugiu de casa e estava agora escondida na casa de Jorge. Jorge implorou para que não contassem aquilo a ninguém e continuaram sua viagem.

Jorge também lhe disse que eles iriam até Sophand, a capital do reino de Wynlla, pegar um portal mágico até Palthar, a capital do reino de Namalkah, pois a viagem seria mais curta e mais segura deste modo. Nossos heróis disseram que na volta iriam querer passar por Zakharin e Jorge que concordou com a rota, pois também tinha assuntos a tratar no meio das armas.

No segundo dia de viagem, uma grande tempestade começou a cair. Ela era tão forte que obrigou nossos heróis a montar um acampamento improvisado e esperar a chuva passar. Enquanto mofavam lá no único lugar seco nas redondezas, um viajante que tentava escapar da chuva pediu abrigo no acampamento dos heróis e sua entrada foi permitida. Ao colocar seus pés molhados dentro da cabana improvisada e dar uma primeira observada no interior, assim que pós os olhos sobre Mordiskien, entrou em pânico e tentou sair correndo, mas foi impedido pelos demais heróis. Quando finalmente se recompôs, disse aos personagens que Mordiskien era na verdade Murdock, o perverso líder do Eixo do Mal! Porém, após observar melhor, percebeu que cometera um engano, e disse que na verdade Mordiskien era Murlock, irmão de Murdock, o lider do Eixo do Mal.

O viajante, que não quis revelar seu nome, contou que era um ex-membro do Eixo do Mal, porém após Murdock assumir a liderança há uns dois anos, o Eixo do Mal, que antes era apenas uma guilda de ladrões, se tornou uma maligna organização criminosa que controlava metade da cidade de Thartann, capital de Ahlen (odeio cada vez mais aquele lugar!). O viajante, assim como muitos outros membros, deixou o Eixo e agora vagava por Arton escondido, pois Murdock caçava os desertores impiedosamente.

A tempestade acabou. O viajante misterioso tomou a estrada e os nossos heróis, com uma trama de segredos cada vez maior se formando em torno deles, continuam sua viagem.
E a história termina por aqui. Este bardo irá voltar a sua casa e daqui a algumas semanas apareço novamente para continuar esta inspiradora história. Que Nimb role bons dados para todos vocês até lá!

O quê deu certo: Os personagens interagiram muito bem com os NPCs e desenvolveram investigações muito interessante. O jogo esta ficando imprevisível até mesmo para mim!

O quê pode melhorar: Esta sessão teve poucos encontros. Acho que talvez eu devesse ter trabalhado melhor sobre os acontecimentos e tentado encaixar mais alguns encontros para deixar a história mais emocionante. A personagem Nina também entrou meio de pára-quedas na história e deve ser mais bem trabalhada nas sessões futuras para que seu jogador possa interagir mais.

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